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À imagem e semelhança de Tite

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Torcida amiga, bom dia!

Perguntam-me se estou surpreso com a entrevista de Dom Osório no pós jogo de ontem.

Sinceramente, não.

Brasil venceu por 2 x 0 com toda a justiça. O homem deitou a falar besteiras porque o México, como de hábito, jogou como nunca e perdeu como sempre nas oitavas de finais da Copa do Mundo.

Achei uma lástima. Deplorável para o mundo esportivo, e mesmo fora dele.

Péssimo perdedor!

De uma enorme pequenez d’alma, se é que me permitem o paradoxo.

(…)

– Ele foi infeliz, concorda, em parte, o amigo são-paulino que, um dia, teve Osório como técnico de seu time do coração – e o admirava.  Era pródigo em elogios ao colombiano.

– Estava aborrecido com a derrota, insiste.

– Tinha certeza que se consagraria ao vencer o Brasil, diz ainda.

Meu amigo tricolino é de fé. Irmão, camarada. Alma generosa, tenta salvaguardar a imagem do treineiro. Penso até que gostaria de vê-lo, em breve, de volta ao Morumbi.

Não cheguei a lhe perguntar sobre este insano desejo.

Apenas acho que não há desculpas para as tremendas idiotices que disse. “Futebol é esporte de homem”. “O juiz foi responsável pela vitória brasileira”. O que o Neymar faz em campo é “palhaçada” e congêneres.

Causa-me espanto que alguns jornalistas esportivos, que são useiros e vezeiros em arroubos contra isso e contra aquilo quando lidam com os nossos craques e técnicos, tentem passar pano e minimizar a entrevista, em todos os sentidos, falaciosa do mau perdedor.

Nada justifica.

(…)

Mudo de assunto.

Falemos da seleção brasileira que é o que interessa.

Fez um bom jogo. Demorou a se encontrar em campo – e permitiu que o México comandasse as ações nos 20 primeiros minutos. Mesmo assim, não sofreu nenhuma grande ameaça.

Tite recuou Paulinho para jogar ao lado de Casemiro na frente da primeira linha de quatro zagueiros. Fagner se aprumou na marcação e Felipe Luís, também.  Com isso, mais a inspirada atuação de Willians solto por todo o gramado, o escrete foi tomando para si o comando da partida.

No segundo tempo, o gol logo aos 5 minutos afundou o ânimo dos mexicanos que, em campo e fora dele, viram a ameaça da eliminação cada vez mais se transformar em dura e inexorável realidade.

Quando o boleiro covarde pisa propositalmente o tornozelo de Neymar (que estava no chão, sendo atendido fora de campo), é a demonstração mais notória da implacável derrota que se aproxima e da supremacia dos brasileiros. Tecnicamente, bem superiores aos rivais.

(…)

Que me desculpem àqueles que pretendem dimensionar e enquadrar Neymar pela suposta ‘encenação’ quando agredido:

– Não era para tanto, dizem.

Rapaziada, como dizia o vô Carlito, lá nos antigamente, “pimenta nos… olhos dos outros é refresco”.

(…)

Encerro o papo, com três destaques.

1 – o time cada vez mais se mostra moldado e esculpido à imagem e semelhança de Tite. Minha opinião: não vale a comparação com a seleção de 94 ou qualquer outra. Para o bem e para o mal.

2 – os ‘belgicanos’ são adversários difíceis. Pela primeira vez, creio, teremos posto à prova nosso sistema defensivo. Mesmo assim, penso que seja improvável a derrota dos brazucas, mas não impossível.

3 – O Palpitômetro do Blog se garantiu nas quartas. Acertou cinco dos seis vencedores nos jogos das oitavas até aqui realizados. Suiça e Colômbia são os prognósticos (diria ousados) de hoje.

Vamuquevamu…

*(foto: torcedor em manaus/altemar alcântara/semcom)
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