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A questão da terceirização

O amigo Escova, que não vejo há semanas, é um verdadeiro honores causa quando o assunto é trampolinagem. Ele tem uma definição saborosa para as redes sociais: é igual carteiro bêbado, entrega tudo errado.

A bucha, desta feita, não foi com o Dom Juan das Quebradas do Sacomã e, sim, com outro amigo (o quase carioca, quase cidadão do mundo, quase tudo, quase nada), o Marceleza.

Em função das ditas-cujas (as redes sociais), ele precisou explicar o inexplicável para Dona da Pensão que, por força das novas tecnologias, foi informada de algo que, pra ser sincero, ela nunca poderia saber.

Veja como ele se saiu…

(…)

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– Como assim, benzinho,quem lhe disse isso?

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– Não foi bem assim, juro. Posso provar. Não estressa. Aconteceu, digamos que foi por culpa da terceirização.

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– Não engrossa, morzão. Não engrossa. Não sou desses, não. Nunca menti pra você. Só não lhe contei porque não surgiu oportunidade. Aconteceu, vá lá, mas foi coisa sem importância, um vacilo. Eu estava no Bar do Mosca de bobeira, tomando um chope, quando a Nanda chegou pra bebericar alguma coisa. Ficamos ali no balcão, de boa, bebendo e conversando.

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– Nunca pensei que fosse acontecer, juro. A Nanda é moça descolada, adora uma discussão política e tal, você sabe?

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– Neguinha, olha a compostura, nunca te vi falando assim. Que é isso? Longe de mim pensar tal coisa de uma amiga como a Nanda.

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– Não, nem ela provocou. Nem eu sou safado. Estávamos ali, chopinho daqui, chopinho dali, quando a conversa descambou para a terceirização. Tinha lá minhas dúvidas sobre assunto. Você sabe: deixei de ler os jornais, agora só me informo no tablet, no celular, essas jabiroscas tecnológicas. A Nanda, não. A mulher sabia tudo do assunto. Mostrou (ui!) os prós e os contras e coisa e tal. Mesmo assim, eu não conseguia atinar pra coisa. Uma coisa é o conceito, a outra é a prática, ela disse. Foi nessa hora que não sei bem ao certo de quem foi a iniciativa, mas a gente terceirizou… Foi só um frilazinha, sem vínculo empregatício, nem nada.

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– O quê? Você vai terceirizar também com o personal training. Não faz isso, amor.
Não é justo. Vai por mim a gente perde muito quando terceiriza. Até porque não tem nada de terceirização nisso. O bonitão lá passa a ser o quarto poder. Ainda não se discutiu o controle das mídias. Isso revanchismo, Ademais, você é a minha CLT, não é perfeita, eu sei, mas me ampara e me garante férias e décimo terceiro.

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– Não põe minha mãe nisso. Não é justo. Errei, sim. Me arrependo. Esquece, amor. Perdoa eu, perdoa. Te amo.

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