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Andar com fé, e canções

– Diga lá, uma canção que fale de amor?

– “A Linha e o Linho”, é divina.

– Então, tá. Me diga agora que fale poeticamente de um romance que se acaba?

– “Drão”, aquela que diz que o verdadeiro amor é vão. Sabe qual?

– Sei, claro que sei. Mostre-me então uma canção revolucionária que faz parte da nossa história?

– “Domingo no Parque”. Não só porque resume a essência do Tropicalismo, mas principalmente por seu uma crônica do Brasil no fim dos anos 60.

– Você falou em Brasil dos anos 60. Muitos artistas precisaram sair do País, exilados pela ditadura militar. Qual música é mais emblemática dessa triste época?

– “Aquele Abraço”. O Rio de Janeiro continua lindo…

– Cite então a música que parou um festival, pois não havia sido liberada pela censura e…

– “Cálice”, no Phono 73. Pai, afasta de mim esse cálice ou o trágico “cale-se” daqueles tempos obscuros e tristes.

– Preste atenção que esta não é fácil, hein… Que música serviu de boas vindas para o reggae no Brasil?

– Fácil. “Não Chore Mais”, a versão de “No Woman, No Cry”. Quer que eu cante…

– Não, obrigado. Outra questão: uma música futurista?

– Moleza. “Expresso 2222”. Foi lançada junto com uma revista da época chamada “Bondinho”, isso nos anos 70. Estamos chegando lá. Quem diria?

– Uma música que sempre lhe surpreende ao escutá-la?

– “Pela Internet”. Incrível o poder do autor em diagnosticar o futuro que hoje vivemos ainda quando estávamos em meados dos anos 90.

– Nossa! Pelo que estou vendo você entende mesmo de música popular brasileira…

– Obrigado. Mas, não sou tudo isso, não. Gosto de música, sim. Dessas que lhe falei – e de outras tantas como “Andar Com Fé”, “Flora”, “Deixar Você”, “A Paz”, “Back in Bahia”, “Bom Dia”, “Palco”, “Realce”, “Esperando na Janela”, “Eu Só Quero Um Xodó”, “Esotérico”, “Divino Maravilhoso”, “Indigo Blue”, “Lamento Sertanejo”, “O Sonho Acabou”, “Oriente”, “Super-homem, a canção”, “Toda Menina Baiana” … Todas de Gilberto Passos Gil Moreira, baiano de Salvador, cidadão do mundo que hoje completa 74 anos de vida e arte.

Grande, Gil!

Que Deus continue a iluminar seus caminhos e suas canções.

“Andar com fé, eu vou
Que a fé não costuma faiá”.

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