Sign up with your email address to be the first to know about new products, VIP offers, blog features & more.

Aos formandos de ontem…

Aos formandos do curso de jornalismo
Noturno da Universidade Metodista de São Paulo…

I.

Fiquei feliz ao vê-los ali, ontem,
na cerimônia de colação de grau…

Quer dizer, como lhes disse,
fiquei um pouco feliz – porque cumpriram
uma bela etapa da vida e agora partem
para novos desafios…

E outro tanto triste – porque cumpriram
uma bela etapa da vida e agora partem
para novos desafios…

De alguma forma, nós, professores
– meu Deus, quantas vírgulas -, não
estaremos mais tão presentes…

É da vida e dos amores…

“As coisas estão no mundo.
Só que eu preciso aprender”, ensina
o poeta do samba, Paulinho da Viola,
que tanto citei na noite de ontem…

II.

Por falar em poeta, quero aqui postar
um presente a vocês em forma de poema…

Não se espantem que não é nada
de minha autoria, não. Sei dos meus
parcos limites…

Mas, sim, de quem considero
o primeiro blogueiro do País, (sem nunca ter
conhecimento do que é um blog ou mesmo
um simples email), o gaúcho Mário Quintana.

Suas palavras, ágeis e surpreendentes, revelam
a vida em seus encantos e mistérios, como
no poema “Uma Alegria Para Sempre”, que
dedicou a Elena Quintana.

Carinhosamente, repasso a vocês
e a quem mais chegar…

III.

Uma Alegria Para Sempre

“As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides… Que importa se
– depois de tudo – tenha “ela” partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos
que, ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura…
A thing of beauty is a joy for ever
– disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer.”

signature