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Aos meus cinco ou seis fiéis leitores…

Meus cinco ou seis fiéis – se é que continuam aí, pois pode ocorrer de me abandonarem para participar de alguma manifestação – bem sabem que sou um pacato cidadão, do humilde e esquecido bairro do Cambuci e que vivo e gosto mesmo de alinhavar uma letrinha atrás da outra atrás da outra e da outra, pois é parte que me cabe neste desvairado mundão de Meu Deus.

Nesse toc-toc-toc que já não é mais da velha Olivetti (parceira indelével dos tempos em que comecei nas redações de jornais paulistanos), nem o tic-tac tic-tac da seleção espanhola (que antes da era digital era onomatopeia do andar dos ponteiros dos relógios), vou reunindo causos e histórias para lhes contar.

Tento assim explicar o mundo e aproximar as pessoas, embora abra mão de qualquer outra pretensão senão aquela de ser lido assim, como se fosse um amigo, a lhes trazer as novidades do dia. Não sou guru, nem candidato a nada. Não pleiteio que alguém me acompanhe, visto que não sou novela, nem procissão. Não tenho twitter, facebook ou coisa que o valha.

Como sou um dos tantos e tamanhos que nada sabem e menos entendem o momento que vivemos, transcrevo aqui as palavras finais do jornalista e escritor Ruy Castro na coluna de hoje, publicada na página 2 da Folha de S. Paulo.

Achei genial.

O jornalista estava em férias na cidade de Búzios, alheio ao noticiário.

Vejam como ele conclui o texto que o traz de volta à lida das redações:

“Ao descobrir com atraso o que se passava, grudei-me aos jornais e à TV. Veterano de passeatas contra a ditadura, em 1967/68, no Rio; da Revolução dos Cravos, em 1974, em Portugal; da campanha das Diretas, em 1984; e do Fora Collor, em 1992, achei que não teria dificuldade em entender os meios e os fins do movimento. E vou entender – assim que encontrar duas pessoas com a mesma opinião sobre o que está acontecendo”.

Recomendo também a reportagem “1968-2013. Igual, Mas Diferente”, reportagem assinada por Marco Aurélio Canônico, sobre a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, que hoje completa 45 anos.

(*Post de número 1991)

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