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Aracy de Almeida

Aracy de Almeida completaria 100 anos nesta semana – mais precisamente, na terça que passou, dia 19. A cantora era conhecida como “a preferida de Noel Rosa”, “o samba em pessoa” pela carreira que desenvolveu na chamada Era do Rádio, anos 30, 40 e meados de 50.

Não chegou a ser uma das Rainhas do Rádio, mas sempre esteve “nas bocas” – expressão que gostava de usar. Além de Noel Rosa (com quem além de sucessos dividia noitadas boêmias), a intérprete de voz anasalada (“Cada um canta por onde pode”) gravou outros tantos grandes nomes da MPB – Ary Barroso, Wilson Batista, Custódio Mesquita, Assis Valente, Dorival Caymmi, entre outros.

Não há previsão para eventuais relançamentos dos discos de Aracy (boa parte do acervo pertence à Universal Music), mas quem quiser (e todos deveriam querer) conhecer a grandiosidade da obra pode acessar a Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles. Um belo documentário radiofônico conta a trajetória da cantora, com roteiro e direção de João Máximo.

Aracy virou Araca nas décadas seguintes (60 e 70). Para continuar “nas bocas”, virou jurada de programas de calouros na TV. Fazia o gênero ranzinza debochado e ”metia bronca” nos candidatos que vinham “entortando a língua” para cantar em outro idioma.

Tu nasceste onde, meu filho? – perguntava.

– Em Lavrinhas, interior de São Paulo, dona Aracy.

Então, que caramba você quer cantar em inglês – completava, sem perdão.

Aracy morreu em 1988.

E o Brasil ainda lhe deve um tributo à altura do seu talento.

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