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Armando Nogueira

O jornalismo está de luto.

Morreu Armando Nogueira, um dos construtores da profissão que hoje exercemos (ou tentamos exercer) com dignidade.

Por vinte e tantos anos, Nogueira esteve à frente do jornalismo da Rede Globo, com todas as implicações e os mil enfrentamentos que eram inerentes ao cargo à época da ditadura militar.

Foi o criador do Jornal Nacional, o primeiro telejornal transmitido em rede nacional. Além de apostar no documentário jornalístico na TV e em horário nobre, com a implantação do Globo Repórter.

O jornalista deixou a emissora nos idos de 90 após o polêmico episódio da edição do debate presidencial entre Collor e Lula, nas eleições de 89.

Voltou, então, à crônica esportiva, onde militara por um bom tempo antes de assumir a chefia global.

Ao lado de Juca Kfouri e José Trajano, participou do programa Cartão Verde, na TV Cultura, na melhor fase da mesa-redonda.

Em São Paulo, sua coluna era publicada em O Estado de S.Paulo.

Era considerado o melhor texto do jornalismo esportivo.

Elegante, preciso, com tiradas geniais; Como a que definiu o futebol de um certo Mané das pernas tortas:

“Garrincha era chapliniano. O drible em Garrincha não era um acesso. Era um processo. Que parecia não ter mais fim. Torrencial como uma pororoca”.

Hoje, li entre os comentários do Blog do Juca um que lamentava assim a perda de Nogueira:

“Morreu o jornalismo arte.”

Assino a constatação e lamento a triste notícia.

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