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João Gilberto, o escritor

Acho que isso (adotar uma narrativa mais pulsante, entrecortada, como se o personagem vivesse dentro de um sonho) é fruto dessa forma como eu vou para a escrita, que é um pouco às cegas. O ato da escrita é que me leva para tal ou qual rumo, e não uma atitude prévia. Jamais sei como vou terminar meus livros, não tenho a menor ideia. Escrevo para saber, justamente. Se soubesse o conteúdo da narrativa, o andamento dela, eu não precisaria escrever. Evidentemente, no decorrer da narrativa, já tenho elementos do personagem e vou seguir algumas linhas mestras desses elementos. Mas, a cada dia que sento na máquina de escrever, não sei o que vou escrever. ”

*Entrevista do escritor João Gilberto Noll ao jornal Zero Hora, em agosto de 2013.

Noll morreu hoje em Porto alegre, aos 70 anos.

Naquela entrevista ao repórter Carlos André Moreira, ele destacou:

“Escrevo porque vou morrer.”

Nossos sentimentos.

Seus livros:

1980 – O Cego e a Dançarina
1981 – A Fúria do Corpo
1985 – Bandoleiros
1986 – Rastros do Verão
1987 – Hotel Atlântico
1987 – O Quieto Animal da Esquina
1993 – Harmada
1996 – A Céu Aberto
1999 – Canoas e Marolas
2002 – Berkeley em Bellagio
2003 – Mínimos, Múltiplos, Comuns
2004 – Lorde
2006 – A Máquina de Ser
2008 – Acenos e Afagos
2009 – O Nervo da Noite e Sou Eu!
2010 – Anjo das Ondas
2012 – Solidão Continental

*(foto: Reprodução RBS TV)

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