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Libertadores 99

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Se eu lhes disser que em 16 de junho de 1999, quando o meu Palmeiras sagrou-se campeão da Libertadores da América, o Degas aqui fazia mestrado  e nem deu tanta bola assim à conquista, o meu caríssimo e inestimável leitor acreditaria?

Não!

Nem eu.

Mas juro que juro: sequer me lembro onde estava no dia do jogo final contra o Deportivo Cali. Menos ainda de uma comemoração mais arrebatada como a da Copa do Brasil de 2015, por exemplo (Quando, na volta do Allianz, uma leva de palmeirenses breacos e felizes interceptaram (Ui! Tão em voga a palavra…) nosso carro em plena avenida Paulista e lá ficamos por horas a vê-los celebrar e gritar: Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras!!!).

É possível que estivesse trabalhando naquela noite de junho 99.

À época, corria atrás do l’argent na velha redação de piso assoalhado, dava aulas em duas universidades, fazia uns frilas pro Jornal da Tarde e frequentava, do jeito que podia, as aulas de mestrado.

Tinha 48 anos, uns vinte quilos a menos e me permitia sonhos e devaneios.

Diverte-me lembrar essa epopeia na manhã deste domingo levemente ensolarado.

Em que planeta eu vivia?

Hoje, tudo isso me parece impossível assim como ficar alheio a uma partida do Verdão.

Como separar a corda e a caçamba?

Uma curiosidade.

Ano seguinte, o meu Palmeiras também foi às finais com o Boca Juniors – e acabou perdendo nos pênaltis.

Não deu sequer tempo de lamentar a sorte (ou o azar).

Minutos depois de o jogo terminar, uma viatura do Jornal da Tarde passou em casa para me buscar.

Seguimos para a Serra da Bocaina. Lá, eu faria uma reportagem (esta, sim, me é inesquecível) sobre a Trilha do Ouro.

Foram quatro dias de caminhada pela mata, junto a uma equipe de pesquisadores da USP, até chegarmos em  Angra dos Reis, como faziam os tropeiros em tempos imperiais.

Foi comigo na empreitada o amigo e repórter-fotográfico Robson Fernandjes.

Ou seja, faz sentido aquele dito popular:

“Quem bate esquece; quem apanha, não.”

De qualquer forma, sapequemos, para finalizar, outra máxima do povão:

“Antes tarde do que nunca.”

Família Palestrina, parabéns pela Liberta de 99.

Prometo que este ano estarei em Santiago do Chile na finalíssima…

Saudações auviverdes!!!

Foto: Divulgação/Palmeiras
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