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Neutralidade zero

Tentar entender o jornalismo de hoje é motivo de discussões sem fim.

Conceitos como parcialidade e imparcialidade, interesse público e interesse do público, colunismo (cada vez mais em voga no impresso) versus reportagem, o respeito à verdade factual, a postura crítica, a função fiscalizadora, as informação em tempo real, o impacto das redes sociais, entre outros tais e tamanhos geram acalorados debates nas redações e na academia.

São insondáveis os rumos do jornalismo.

Mas, é sempre bom estar atento a esses (des)caminhos, pois ainda que misteriosos, devem (e precisam) de monitoramento contínuo. Para que a credibilidade não role ladeira abaixo.

Afinal, em um mundo afogado em um oceano de informações, ainda cabe ao profissional de imprensa o relevante papel de mediar as demandas da sociedade.

Foi nesse ‘oceano’ que o estudante Arthur Gandini de Oliveira Rodrigues mergulhou para elaborar sua monografia de conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo, com orientação do professor José Salvador Faro. Foi aprovado com nota 10.

Em alentado trabalho de 220 páginas, intitulado “Copo Meio Cheio, Meio Vazio: a neutralidade na cobertura econômica dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo”, o autor tem como objetivo “esmiuçar as principais razões pelas quais os fatos econômicos não chegam isentos até os leitores dos veículos analisados”.

Na conclusão, Gandini assinala:

“A monografia mostrou que a falta de neutralidade da cobertura nos dois jornais é complexa e devida a diversos fatores. Portanto, não pode ser reduzida apenas à tendência dos jornais de defenderem determinado partido político ou de criticarem a atual sigla governista. (…) Tanto a Folha como O Estado não possuem poderes públicos e representatividade popular. Pelo contrário, servem por representar apenas um setor econômico da sociedade e não os diversos discursos e correntes de pensamentos na área de economia.”

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