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Por respeito ao Brasil e aos brasileiros

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Manifestantes fazem ato na orla de Copacabana contra PL da Dosimetria e outros temas em votação no congresso nacional. A empresária Paulo Lavigne e Caetano estavam no comando dos protestos. Fotos: Tânia Rego/Agência Brasil

Um bom amigo me disse, certa vez, que era possível determinar minha longeva idade a partir das músicas que escolho ao cabo e ao fim de cada post/crônica que escrevo.

Me pareceu uma provocação mais do que uma crítica propriamente dita.

Mesmo assim, ponderei a ele que não era a expressão da verdade a observação que fez.

Meu tempo de estrada é facilmente detectado, creio eu, muito mais pelo que escrevo do que propriamente pela seleção das músicas.

Fácil perceber – e acho até lisonjeiro que isto aconteça – que meus 20 anos eu os vivi na combativa década de 70. A partir de então, é a trajetória que, imagino, bem conhecem os incautos que aqui me acompanham em quase 20 anos de cotidiano blogar e 50 e tantos de jornalismo.

Faço este preâmbulo para lhes dizer do meu total apoio à iniciativa das Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, com pauta de reivindicações que legitimo e me representam. Quero lhes dizer também da minha NENHUMA surpresa por ver à frente de tais manifestações – que ontem levaram às ruas das principais cidades brasileiras milhares de cidadãos – os ícones de nossa música popular da chamada e bem-aventurada geração de 42: Caetano, Gil, Paulinho da Viola, Chico Buarque (que é de 44, mas vale a inestimável participação), entre outros tantos e tamanhos.

Essa turma que deu contornos definitivos – e internacionais – à nossa música popular mais representativa e viveu seus indeléveis 20 anos na década de 60… Essa turma, como dizia, junto a outros grandes nomes do teatro e do cinema nativos, foi esteio e pilar da resistência ao autoritarismo dos Anos de Chumbo e, corajosamente, pautou a redemocratização do país e sua inclusão na contemporaneidade necessária aos ditames e rigores democráticos e cidadãos.

Eram farol e exemplo aos jovens de então.

Não me surpreendo, como lhes disse acima, que continuam sendo luz e modelo aos jovens de hoje. Que, convenhamos, não viveram a brutalidade e o obscurantismo daquele terrível período, mas que a História (om Agá em caixa-alta) está em suas mãos.

Caetano, Gil, Chico, Paulinho e outros (com organização de Paula Lavigne, esposa e empresária de Caetano) estiveram à frente das manifestações de ontem e defenderam a seguinte pauta:

* Pela vida digna de mulheres e o combate ao feminicídio;

* Pela investigação das emendas Pix;

* Por transparência no caso Master;

* Contra o Projeto de Lei da Dosimetria;

* Contra o PL da Devastação e o Marco Temporal;

* Pela atuação técnica e imparcial da Polícia Federal e do Ministério Público;

* Por decoro e responsabilidade no Supremo Tribunal Federal;

* Para dizer não à Anistia dos golpistas;

* Para devolver o Congresso ao Povo;

* Por respeito ao Brasil e aos brasileiros.

TRILHA SONORA

Caetano e o encontro de gerações…

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