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Tudo igual, mas diferente…

"O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as mesmas coisas com outras palavras" (Charles Chaplin)

01. Tem dia que de noite é fogo. A frase é atribuída ao cracão de bola Denílson nos seus bons tempos de São Paulo para explicar o inexplicável de um jogo perdido, aquele em que nada deu certo. De nada lhe valeram o drible matreiro, a ginga de corpo, a sutileza do futebol-arte… O Tricolor perdeu e, à saída do estádio, Denílson Sorriso não conseguiu se livrar sequer dos implacáveis repórteres de campo…

02. Tem noite que de dia é fogo. A frase agora é minha. Uma tentativa de compreender aquelas manhãs em que, mal despertamos, e nos chega uma batelada de notícias que nos entristece a alma. De nada nos valem o País de tantas potencialidades, as bençãos do Senhor do Bonfim e a gente sempre pronta para sorrir e viver. Não escapamos das mazelas daqueles que ocupam o Poder e discursam e legislam e se arvoram administrar em nosso nome. No fundo, no fundo, apenas se beneficiam da situação. E aprofundam o caos…

03. Caos que se manifesta, por exemplo, na greve dos metroviários que encalacrou a vida de milhões de paulistanos na manhã de ontem. No dia anterior, já houvera sido assim. Foi a vez dos ônibus pararem. Terça-feira, a manifestação dos camelôs na região da rua 25 de Março complicou o trânsito na área central da cidade e provocou congestionamentos monstros. Antes já houve a manifestação dos perueiros, a dos sem-teto, sem-terra, sem-isso e sem-aquilo… Isto quando não surge outro escândalo de corrupção explícita. Ou nos chega o aumento no Plano de Saúde ou ainda abrimos o boleto para pagamento do IPVA que nos saúda, e informa implacavelmente: seja bem-vindo ao ano 2000. Dá para assustar saber que tudo pode permancer exatamente como sempre foi… Será que precisaremos de outros 500 anos para acreditar piamente que somos o País do futuro e fazer valer o nosso amor de ontem…

04. É, caro leitor, tem fogo que de noite é dia — e vice-versa…

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