{"id":10558,"date":"2007-03-28T00:00:00","date_gmt":"2007-03-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-15T19:58:25","modified_gmt":"2017-09-15T19:58:25","slug":"perder-e-ganhar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/perder-e-ganhar\/","title":{"rendered":"Perder e ganhar"},"content":{"rendered":"<p>Amigos, bem que tentei.<br \/>\nMas, mas n\u00e3o consegui encontrar<br \/>\nno site uma das colunas que escrevi,<br \/>\nem algum tempo mais ou menos<br \/>\nigual a este que vivemos&#8230; <\/p>\n<p>De sustos e incertezas.<\/p>\n<p>Gosto da hist\u00f3ria que tem um amigo<br \/>\ncomo protagonista.  Bem, acho que posso<br \/>\ncham\u00e1-lo de amigo, apesar do pouco<br \/>\ntempo de conviv\u00eancia que<br \/>\ntivemos na Reda\u00e7\u00e3o de um dos<br \/>\nprincipais jornais paulistanos. <\/p>\n<p>Tempos depois, por obra e gra\u00e7a<br \/>\ndo destino e da profiss\u00e3o, fui entrevist\u00e1-lo<br \/>\npara Gazeta do Ipiranga quando<br \/>\no mo\u00e7o lan\u00e7ou um novo livro.<\/p>\n<p>Foi um papo interessante e<br \/>\nque me deixou intrigado com<br \/>\no perder e ganhar da vida.<\/p>\n<p>II.<\/p>\n<p>A entrevista tratou basicamente do livro<br \/>\nque era um bocado auto-biogr\u00e1fico. <\/p>\n<p>O enredo era mais ou menos simples<br \/>\nEle sempre trabalhou muito para<br \/>\nse dar bem na vida. Chegou mesmo<br \/>\na lan\u00e7ar uma revista de futebol, em 94,<br \/>\nque n\u00e3o deu certo e lhe afundou<br \/>\nfinanceiramente. Justamente no momento<br \/>\nem que conclu\u00eda uma casa<br \/>\nno sofisticado condom\u00ednio<br \/>\nda Aldeia da Serra. <\/p>\n<p>Com tudo o que a mulher<br \/>\nsempre sonhou. Quartos amplos,<br \/>\npiscina, jardins, essas coisas&#8230;<\/p>\n<p>III. <\/p>\n<p>Ele foi ent\u00e3o trabalhar<br \/>\ncomo assessor de imprensa de<br \/>\num renomado esportista,<br \/>\nquando este foi secret\u00e1rio de Esportes<br \/>\ndo ent\u00e3o prefeito Paulo Maluf. <\/p>\n<p>N\u00e3o se adaptou \u00e0s press\u00f5es<br \/>\npol\u00edticas e ficou desempregado \u2013<br \/>\no que gerou uma crise existencial<br \/>\nque acabou no fim de um<br \/>\ncasamento de anos e anos.<\/p>\n<p>IV.<\/p>\n<p>De repente, o jornalista se viu diante<br \/>\nde uma situa\u00e7\u00e3o inimagin\u00e1vel. <\/p>\n<p>Era um s\u00e1bado de manh\u00e3 e<br \/>\na fam\u00edlia sairia do apartamento<br \/>\nno bairro das Perdizes, onde sempre<br \/>\nmorou, os filhos cresceram e tudo mais<br \/>\nque a vida lhe ofereceu de bom.<\/p>\n<p>Sem saber o que fazer, o mo\u00e7o<br \/>\nsaiu a caminhar pela cidade<br \/>\nenquanto a mulher comandava<br \/>\na solene mudan\u00e7a. <\/p>\n<p>\u00c0 noite, voltou e viu a casa vazia.<br \/>\nNem fog\u00e3o havia. S\u00f3 lhe restou<br \/>\ndormir profundamente<br \/>\nna \u00fanica cama dispon\u00edvel. <\/p>\n<p>V.<\/p>\n<p>Acordou na manh\u00e3 daquele que seria<br \/>\no dia mais triste da sua vida. E,<br \/>\nao contr\u00e1rio do que poderia supor,<br \/>\nsurpreendeu-se. Estavas s\u00f3, mas aliviado. <\/p>\n<p>N\u00e3o demorou entender que<br \/>\nprecisava de pouco para ser feliz.<br \/>\nUm emprego razo\u00e1vel, voltar a jogar<br \/>\nt\u00eanis e comprar um viol\u00e3o,<br \/>\npois sempre adorou m\u00fasica. <\/p>\n<p>Como estava sem fog\u00e3o e lhe restara<br \/>\nparcas economias, come\u00e7ou a se alimentar<br \/>\nde verduras que comprava no fim da feira. <\/p>\n<p>VI.<\/p>\n<p>Sem querer, inventou uma dieta eficaz.<br \/>\nVoltou ao JT, harmonizou a rela\u00e7\u00e3o com<br \/>\nos filhos e, disse-me naquela<br \/>\nocasi\u00e3o, estava bem feliz. <\/p>\n<p>Percebeu que todas as ang\u00fastias<br \/>\nvinham de se ver obrigado<br \/>\na carregar sonhos que n\u00e3o lhe<br \/>\npertenciam. E sequer havia sonhado&#8230; <\/p>\n<p>Uma bela li\u00e7\u00e3o de vida&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amigos, bem que tentei.<br \/>\nMas, mas n\u00e3o consegui encontrar<br \/>\nno site uma das colunas que escrevi,<br \/>\nem algum tempo mais ou menos<br \/>\nigual a este que vivemos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-10558","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10558"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10558\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17332,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10558\/revisions\/17332"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}