{"id":20183,"date":"2019-03-20T05:11:06","date_gmt":"2019-03-20T05:11:06","guid":{"rendered":"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=20183"},"modified":"2019-03-20T15:06:22","modified_gmt":"2019-03-20T15:06:22","slug":"estados-unidos-e-o-dito-pelo-nao-dito","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/estados-unidos-e-o-dito-pelo-nao-dito\/","title":{"rendered":"Estados Unidos e o dito pelo n\u00e3o dito"},"content":{"rendered":"<p>Visitei algumas vezes os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m me perguntou, mas vou logo esclarecendo: n\u00e3o foram muitas, ok? Quatro ou cinco vezes, sempre a passeio. N\u00e3o fui fazer nenhuma entrega por l\u00e1, como est\u00e1 t\u00e3o em voga nos dias atuais.<\/p>\n<p>Sabem como \u00e9?<\/p>\n<p>Hoje em dia \u00e9 bom ir logo avisando para que as pessoas n\u00e3o fiquem a maldar por a\u00ed.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-20177 alignleft\" src=\"http:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/novayork1.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"150\" \/>Foi no tempo do Barak.<\/p>\n<p>Confesso que gostei das andan\u00e7as.<\/p>\n<p>Conheci algumas cidades \u2013 e achei tudo nos conformes.<\/p>\n<p>Um reparo: no embarque como no desembarque \u00e9 um tanto chato porque os caras querem que voc\u00ea abra suas malas, passe por um aparelho que revela at\u00e9 as nossas entranhas, o fiscal do guich\u00ea fica uma eternidade olhando, desconfiado, para o seu passaporte, al\u00e9m daquela apreens\u00e3o natural dos estranjas que chegam por l\u00e1, mesmo com visto americano e o escambau. Passo ou n\u00e3o passo?<\/p>\n<p>Outro reparo: onde voc\u00ea for, tem pol\u00edcia hiper, super, armada.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 das melhores.<\/p>\n<p>Mas, d\u00e1 para entender!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Vou lhes confessar a impress\u00e3o que me ficou dos brazucas em terras de Tio Sam.<\/p>\n<p>Posso estar errado, mas fa\u00e7o quest\u00e3o de compartilhar com voc\u00eas, am\u00e1veis leitores:<\/p>\n<p>Independente de idade, a gente fica maravilhado, tolo-tolo, no maior deslumbramento.<\/p>\n<p>\u00c9 primeiro-mundo pra c\u00e1, primeiro-mundo pra l\u00e1&#8230; Uma belezura!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Digo mais, me inclua nessa barca, por favor.<\/p>\n<p>Para dar uns volteios na Am\u00e9rica, a gente veste as roupas mais estilosas. (Se for inverno ent\u00e3o, capricha num casaco daqueles.) Mete os \u00f3culos escuros e sai por ali, por aquelas cal\u00e7adas bem cuidadas, pisando macio e se achando do lugar.<\/p>\n<p>\u00c9 uma decep\u00e7\u00e3o quando, mesmo esmerilhando o ingl\u00eas, os gringos descobrem, de cara, de onde somos.<\/p>\n<p>&#8211; Brasileiros?<\/p>\n<p>\u00d4 decep\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica made in Brasil \u00e9 a de nos fazermos \u00edntimos da casa. Como se fossemos o mais antigo dos frequentadores do Time Square, da Broadway,\u00a0 dos cassinos de Las Vegas, do bondinho de S\u00e3o Francisco, bares e restaurantes etc.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 nas comprinhas que a gente fica \u00e0 vontade. Especialmente nos outlets. S\u00e3o nossos reinos. Est\u00e3o todos dominados. Ningu\u00e9m nos segura&#8230; Aja cart\u00e3o!<\/p>\n<p>Toda vez que via um carrinho, desses de supermercado, entupido de roupas, t\u00eanis e outras tantas trapitongas, era s\u00f3 aguardar um instante para me sentir em casa. Ao lado de uma turma de brasileiros.<\/p>\n<p>F\u00e1cil reconhecer: falamos alto pra caramba.<\/p>\n<p>-Quanto custa esse Nike? Noooossssaaaa, meu!! No Brasil, \u00e9 mil\u00e3o, cara!<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Em tom de brincadeira, fazia essas considera\u00e7\u00f5es a alguns amigos que vieram me visitar na noite passada &#8211; e um deles, o Almir, prontamente, me corrigiu:<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea est\u00e1 exagerando. N\u00e3o \u00e9 mais assim, Rudi.<\/p>\n<p>Um olhou pro outro. O outro olhou pro um&#8230;<\/p>\n<p>Todos rimos.<\/p>\n<p>Alguns concordaram comigo, outros nem tanto&#8230;<\/p>\n<p>Tudo estava prestes a terminar em pizza.<\/p>\n<p><strong>&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Mas eis que surgem na tela da TV &#8211; por descuido ainda ligada e, mesmo que sem som, sintonizada no Jornal Nacional -, \u00a0as exponenciais figuras dos presidentes do Brasil e dos Estados Unidos que ontem se encontraram nos States para neg\u00f3cios outros.<\/p>\n<p>Preferimos n\u00e3o comentar a pantomima dos pimp\u00f5es.<\/p>\n<p>Outra vez, nos entreolhamos.<\/p>\n<p>Deixamos o dito pelo n\u00e3o dito \u2013 e vice-versa.<\/p>\n<p>E fomos ouvir Sinatra&#8230;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EEjq8ZoyXuQ\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h6><em><strong>Fotos: arquivo pessoal<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visitei algumas vezes os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m me perguntou, mas vou logo esclarecendo: n\u00e3o foram muitas, ok? 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