{"id":37073,"date":"2026-06-13T06:00:00","date_gmt":"2026-06-13T06:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=37073"},"modified":"2026-06-13T11:48:18","modified_gmt":"2026-06-13T11:48:18","slug":"entre-sonhos-e-memorias","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/entre-sonhos-e-memorias\/","title":{"rendered":"Entre sonhos e mem\u00f3rias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Blog RCM\/Arquivo Pessoa<\/em><strong>l<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Faz alguns muitos e tantos anos alinhavei uma, digamos, singela cr\u00f4nica para o jornal em que trabalhava.<\/p>\n\n\n\n<p>Chamou-se:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/porque-imagino-junho-como-sinonimo-de-liberdade-2\/\">Porque imagino junho como sin\u00f4nimo de liberdade<\/a><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando isso, Meu Deus?<\/p>\n\n\n\n<p>* junho de 2003, creio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Foi das \u00faltimas colunas &#8216;Caro Leitor&#8217; que fiz \u2013 at\u00e9 como forma de encaminhar minha despedida, hoje eu entendo assim \u2013 para a <em>Gazetinha<\/em>, onde labutei por quase 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Reproduzi o relato em duas outras publica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o, digamos, correlatas.<\/p>\n\n\n\n<p>Achei, carinhosamente, pertinente e cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Eram \u2013 e ainda s\u00e3o \u2013 colet\u00e2neas das colunas que escrevi a partir dos anos 90.<\/p>\n\n\n\n<p>O e-book <strong><a href=\"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/e-book-das-coisas-simples-sensatas-e-sinceras\/\">Das Coisas Simples. Sensatas e Sinceras<\/a><\/strong> (Amazon\/2013) e o correspondente impresso, o livro <strong><a href=\"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/livro-pela-janela-do-mundo-ou-o-mundo-pela-janela\/\">Pela Janela do Mundo (ou o Mundo pela Janela)<\/a><\/strong> (Independente\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Curioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre penso no texto quando entra o m\u00eas de junho em nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma tenta\u00e7\u00e3o irrefre\u00e1vel em repeti-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bem verdade que, al\u00e9m dos livros supracitados, j\u00e1 o estampei aqui, no Blog, algumas vezes e j\u00e1 o citei \u2013 como hoje fa\u00e7o \u2013 em outras tantas. N\u00e3o sei se \u00e9 um das minhas cr\u00f4nicas preferidas. Talvez seja\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto muito de t\u00ea-la escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, perdoem-me a breve digress\u00e3o que segue:<\/p>\n\n\n\n<p>Me \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o citar o dono de um dos mais not\u00e1veis textos do jornalismo brasileiro, mestre Armando Nogueira (1927\/2010), que fazia a seguinte considera\u00e7\u00e3o sobre a arte e of\u00edcio da profiss\u00e3o: \u201cJornalista n\u00e3o gosta de escrever. Gosta de ter escrito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto de ter escrito aqueles par\u00e1grafos de lembran\u00e7as naquele exato momento, in\u00edcio do novo s\u00e9culo. Prospectei coisas da minha inf\u00e2ncia no Col\u00e9gio Marista Nossa Senhora da Gl\u00f3ria, revivi o conceito de liberdade que t\u00ednhamos nos meus id\u00edlicos vinte e poucos anos (\u201cLiberdade vai bem al\u00e9m de uma cal\u00e7a velha, azul e desbotada\u201d), relembrei \u201ca tarde outonal\u201d em que cheguei \u00e0 Velha Reda\u00e7\u00e3o e, l\u00e1 para o final de tais considera\u00e7\u00f5es, ainda pude reverenciar a mem\u00f3ria do v\u00f4 Carlito.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00f4 Carlito&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Citei o conselho que o senhor de chap\u00e9u Ramenzoni me deu em tom de desabafo, sem imaginar que tal frase, embalada em vinhos e acordes de can\u00e7onetas napolitanas, seriam mote de vida para o esfor\u00e7ado escrevinhador em que me transformei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTchinim, o maior de todos os pecados \u00e9 o arrependimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(Quando pequeno, assim me apelidaram: Tchinim!)<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Querer bem que eu queria escrever outro texto como aquele\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 para entender (ou tentar desvendar) o porqu\u00ea o v\u00f4 Carlito me disse o que disse e do jeito que disse quando disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu era garoto, garoto de tudo\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>(Por vezes, as crian\u00e7as se tornam invis\u00edveis \u00e0s impreca\u00e7\u00f5es dos adultos.)<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim.<\/p>\n\n\n\n<p>Olho o calend\u00e1rio, como sempre fa\u00e7o antes do meu cotidiano blogar.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o me dou conta da data:<\/p>\n\n\n\n<p>13 de junho, dia de <strong><a href=\"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/santo-antonio-rogai-por-nos\/\">Santo Ant\u00f4nio<\/a><\/strong>, o santo casamenteiro. <\/p>\n\n\n\n<p>(Minha m\u00e3e, Dona Yolanda, era devota.)<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as aten\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, se voltam para a estreia da <strong><a href=\"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/confissoes-de-um-quase-torcedor\/\">sele\u00e7\u00e3o brasileira <\/a><\/strong>na Copa do Mundo de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Olai\u00e1&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei o que fa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 que h\u00e1 algo a ser feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso e repenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha intui\u00e7\u00e3o diz que&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor rezar para o santo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o vou pedir que gols brazucas despenquem dos c\u00e9us . Sei que a especialidade de Ant\u00f4nio de P\u00e1dua que nasceu Fernando em Lisboa \u00e9 bem outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor deixar a bola rolar\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>E a vida&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, a vida&#8230; Jogo bonito!<\/p>\n\n\n\n<p>Bem a vida, doce e m\u00e1gica b\u00ean\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor deixar que a vida amorosamente, e de mansinho, nos leve entre sonhos e mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Deixa A Vida Me Levar\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OJNlWqCeWa0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Blog RCM\/Arquivo Pessoa<\/em><strong>l<\/strong><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Faz alguns muitos e tantos anos alinhavei uma, digamos, singela cr\u00f4nica para o jornal em que trabalhava.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":32811,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[5562,1546,66,75,133,1973,810,835,623,1292,2461],"class_list":["post-37073","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-armando-nogueira","tag-chapeu","tag-copa-do-mundo","tag-futebol","tag-gazetinha","tag-junho","tag-lembrancas","tag-liberdade","tag-livros","tag-santo-antonio","tag-vo-carlito"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37073"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37073\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37120,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37073\/revisions\/37120"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32811"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}