Foto: Adoniran Barbosa/Divulgação
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Vou aproveitar a manhã deste sábado para dar sequência ao post O samba de Adoniran e a seleção.
Explico.
O amigo Escova me zapeia lá dos arredores de Paris, onde se esconde. Ele que se autodenomina “Ombudsman do Blog” fez uns reparos nos alinhavos que ontem cometi aqui neste espaço.
1 – O texto não foi acompanhado pela foto de Adoniran Barbosa (1910/1982) que, escreve ele, é o protagonista da crônica “bem mais do que o timinho que perdeu para a França”.
2 – Faltou o nome do parceiro do Adoniran no samba em destaque: Marcos César, compositor e letrista, que atuou mais à sombra do artista ítalo-paulista. Além do citado “Já fui uma brasa”, lembro duas composições da parceria: “Despejo na favela” e “Não precisa pagar”. Há registros controversos de que atuaram juntos também na criação de outro samba mais famoso, “Praça Onze”.
(Esclareço: fiz a atualização do texto original ontem à noite assim que recebi a mensagem.)
3 – Faltou dizer no post/crônica de ontem – alerta-me o amigo Escova – que a própria TV Record ajudou no resgate aos ídolos musicais do passado ao criar, ainda em sua fase áurea, o programa “Bossaudade”, comandado pela ‘divina’ Elizeth Cardoso e o ‘pimpão’ Ciro Monteiro.
(Verdade verdadeira. Muito bem lembrada pelo Escova.)
4 – Sugere-me o bom e distante amigo que como TRILHA SONORA deste texto seja o samba “Trem das Onze” que Gal Costa redescobriu para o grande público em 1973 em leitura cadenciada e suave. Um escândalo de lindas, o samba e Gal. Foi a grande música do carnaval daquele ano em todo o Brasil, e marcou o ressurgimento de Adoniran Barbosa como “como compositor único, originalíssimo, um dos grandes do nosso cancioneiro popular”.
Assim escreveu o Escova – e eu, humilde e resignado diante do mestre, assino e dou fé.



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