{"id":10727,"date":"1978-02-18T00:00:00","date_gmt":"1978-02-18T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2017-09-13T20:05:23","modified_gmt":"2017-09-13T20:05:23","slug":"voce-ja-leu-este-homem-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/voce-ja-leu-este-homem-parte-2\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 leu este homem (Parte 2)"},"content":{"rendered":"<p>Neste n\u00famero, a segunda e \u00faltima parte da entrevista de Mino Carta ao Jornal da Mooca, em que o idealizador do Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Veja e Isto \u00c9, exp\u00f5e seus pensamentos e opini\u00f5es que espelham nitidamente o momento atual. O bate-papo recome\u00e7a no instante em que Mino Carta completava a pergunta sobre forma\u00e7\u00e3o da equipe que hoje forma Isto \u00c9 e explicava a sua sa\u00edda da revista Veja.<\/p>\n<p>MC \u2013 \u00c9 verdade que fui colocado numa situa\u00e7\u00e3o&#8230; fui chamado pelos donos da casa para demitir Pl\u00ednio Marcos, e acabei saindo com ele, evidentemente. \u00c9 claro que a empresa para qual eu tinha trabalhado antes \u2013 na \u201c4 Rodas\u201d por quatro anos e depois na \u201cVeja\u201d por oito anos \u2013 sabia perfeitamente qual seria minha rea\u00e7\u00e3o. Conhecia-me suficientemente para saber qual seria minha rea\u00e7\u00e3o. Na verdade, se tratou de uma manobra que a empresa urdiu para me for\u00e7ar a sair, acreditando com isso salvar as apar\u00eancias. Quer dizer, eu sa\u00eda porque queria sair. Na verdade, estavam cedendo \u00e0s press\u00f5es que vinham de cima, porque a revista estava censurada e a minha presen\u00e7a l\u00e1 era digamos assim, uma garantia de que a censura continuaria. Quando sa\u00ed, a censura saiu. Ent\u00e3o, eles prefiram a revista sem censura. A reda\u00e7\u00e3o portou-se mal, evidentemente.<\/p>\n<p>JM \u2013 Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>MC \u2013 N\u00e3o porque as pessoas tenham ficado em seus lugares. Enfim, h\u00e1 press\u00f5es financeiras, problemas econ\u00f4micos; t\u00eam filhos, mulher; t\u00eam fam\u00edlias para serem sustentadas, etc, etc, etc. Nem eu poderia, ao sair da \u201cVeja\u201d, oferecer emprego para todo mundo. Agora, a reda\u00e7\u00e3o cedeu miseravelmente. \u00c9 um epis\u00f3dio lament\u00e1vel que se encaixa no quadro de um pa\u00eds que vive uma hora lament\u00e1vel, um pa\u00eds amedrontado, assustado. Alguns, por\u00e9m, sa\u00edram. Por mais incerto que poderia parecer o futuro naquele momento, eles acharam que a dignidade do homem est\u00e1 acima de todas as coisas. Ent\u00e3o sa\u00edram comigo. E os que sa\u00edram comigo est\u00e3o comigo.<\/p>\n<p>JM \u2013 Apesar de distintos entre si, percebe-se, o estilo de cada redator redigir as mat\u00e9rias parece seguir a mesma linha de orienta\u00e7\u00e3o. Seria alguma imposi\u00e7\u00e3o de cima para baixo na feitura das mat\u00e9rias de \u201cIsto \u00c9\u201d?<\/p>\n<p>MC \u2013 Evidentemente h\u00e1 alguns denominadores comuns. H\u00e1 um entendimento de base em torno de algumas id\u00e9ias. H\u00e1 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o nossa de dizer as coisas mais claramente do que diz\u00edamos em \u201cVeja\u201d. Tamb\u00e9m, com alguma justificativa, pois em \u201cVeja\u201d t\u00ednhamos censura, etc e tal. Havia necessidade de partir \u00e0s vezes para uma linguagem, por vezes, mais contorcida, mais trabalhada, mais dif\u00edcil. E aqui realmente n\u00f3s temos essa preocupa\u00e7\u00e3o de dizer coisas mais diretamente. N\u00e3o sei se chegamos ainda num ponto certo, eu acho que precisamos trabalhar muito. A revista pode melhorar bastante, eu espero que a gente sempre ache que n\u00e3o chegamos ao ponto ideal ou num ponto que poder\u00edamos julgar como bastante bom. Estamos a caminho. Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o de dizer as coisas mais claramente, mais diretamente. Por outro lado, as id\u00e9ias que a gente tem s\u00e3o parecidas, ao menos t\u00eam um pequeno de id\u00e9ias comuns. Donde evidentemente essa impress\u00e3o de que h\u00e1 uma certa unidade. De outro modo, um debate absolutamente d\u00edspar dentro da revista talvez acabasse por confundir os leitores. O m\u00ednimo de entendimento entre as pessoas que fazem uma revista \u00e9 importante: \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de imprensa, \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>JM \u2013 Quer dizer que, no caso, a \u201cIsto \u00c9\u201d nunca sofreu qualquer censura pr\u00e9via? Se quando na \u201cVeja\u201d, Mino Carta era muito visado, na \u201cIsto \u00c9\u201d&#8230;<\/p>\n<p>MC &#8211; As situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito diferentes, e de alguma forma, evolu\u00edram. Eu n\u00e3o sou, evidentemente, um subversivo. Sou uma pessoa que tenta defender algumas id\u00e9ias nas quais acredito. E que resiste contra id\u00e9ias que lhe parecem ruins. A censura pr\u00e9via se instalou em \u201cVeja\u201d no tempo do governo M\u00e9dici. O governo Geisel herdou essa situa\u00e7\u00e3o. Agora, a censura l\u00e1 pelas tantas saiu de \u201cEstado\u201d, do \u201cPasquim\u201d, tanto quanto saiu da revista \u201cVeja\u201d e n\u00e3o voltou. Hoje realmente n\u00e3o faria sentido visar a revista \u201cIsto \u00c9\u201d isoladamente. Acho que isto \u00e9, inclusive, um cr\u00e9dito que tem de ser reconhecido ao governo Geisel. A censura \u00e0 imprensa acabou. Existe apenas em alguns \u00f3rg\u00e3os. Realmente, l\u00e1 permanece. Mas, de um modo geral n\u00e3o existe. N\u00e3o se pode dizer que existia censura \u00e0 imprensa \u2013 falo da imprensa escrita, evidentemente, por que ela existe em r\u00e1dio e televis\u00e3o \u2013 num pa\u00eds onde apenas tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os, um deles o jornal do cardeal (\u201cO S\u00e3o Paulo\u201d), outro \u00e9 a \u201cTribuna da Imprensa\u201d, o terceiro \u00e9 o \u201cMovimento\u201d. Pode-se dizer que existia, existindo apenas em tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os? Claro, existe. Mas \u00e9 muito isolada e n\u00e3o chega \u2013 me parece \u2013 a abalar o quadro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 grande imprensa e tal. H\u00e1 o problema da autocensura, e pode ser at\u00e9 grav\u00edssimo. Enfim, n\u00f3s n\u00e3o fazemos autocensura. Ou pelo menos n\u00e3o fazemos mais do que far\u00edamos em qualquer circunst\u00e2ncia como todos n\u00f3s fazemos de resto em nossa vida cotidiana. Eu, nas rela\u00e7\u00f5es com minha m\u00e3e, fa\u00e7o muito autocensura.<\/p>\n<p>JM \u2013 Como \u00e9 feita, em linhas gerais, a revista \u201cIsto \u00c9\u201d?<\/p>\n<p>MC \u2013 \u00c9 muito trabalho. A equipe \u00e9 pequena. Trabalha-se muito, varam-se noites. Hoje (N. da R.:dia posterior ao do fechamento) eu sa\u00ed daqui \u00e0s onze da manh\u00e3, voltei quando voc\u00eas me viram (N. da R.: por volta das seis da tarde). A revista fecha na noite de sexta, vai para as bancas em S\u00e3o Paulo no s\u00e1bado. No momento, est\u00e1 circulando no resto do pa\u00eds \u00e0s segundas. Mas h\u00e1 planos, para um curt\u00edssimo espa\u00e7o de tempo, de circularmos j\u00e1 no domingo nas capitais brasileiras. Em Bras\u00edlia talvez passemos a circular ainda no s\u00e1bado.<\/p>\n<p>JM \u2013 Voc\u00eas, com esta reduzida equipe, n\u00e3o podem dedicar-se \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o editorial, isto \u00e9, um redator que hoje escreve sobre m\u00fasica, amanh\u00e3 pode incursar, por exemplo, na pol\u00edtica&#8230;?<\/p>\n<p>MC \u2013 Claro, \u00e9 o estilo holand\u00eas. \u00c9 o futebol holand\u00eas. Todo mundo em todas as posi\u00e7\u00f5es pra correr atr\u00e1s da bola, em bloco.<\/p>\n<p>JM \u2013 Qual a distin\u00e7\u00e3o fundamental entre jornalista rep\u00f3rter, redator? Qual deveria ser a postura de um reporte?<\/p>\n<p>MC \u2013 Isso \u00e9 outro fato complexo. No Brasil, a profiss\u00e3o de rep\u00f3rter foi muito ocultada. \u00c9 verdade! Nas reda\u00e7\u00f5es, h\u00e1 uma casta de cultores da l\u00edngua: editores, redatores, que s\u00e3o os donos das palavras. O verdadeiro \u201cstablishment\u201d das reda\u00e7\u00f5es dos jornais. Quanto ao rep\u00f3rter, nesta vis\u00e3o, seria um pesquisador, um relator. Se voc\u00ea aceita esse esquema, a preocupa\u00e7\u00e3o de textos n\u00e3o deve existir para o rep\u00f3rter. A \u201cIsto \u00c9\u201d realmente pretende, gostaria de reabilitar o rep\u00f3rter, a partir da id\u00e9ia de que todo o jornalista \u00e9 um rep\u00f3rter. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma tentativa de se reabilitar esse rep\u00f3rter vilipendiado, humilhado. Se aceitarmos ent\u00e3o que todo jornalista \u00e9 um rep\u00f3rter, eu diria que o primeiro problema \u00e9 o da compostura moral, antes de qualquer outro. Sup\u00f5e-se que ele seja uma pessoa talentosa, como algumas que fazem jornalismo, e devidamente equipado tecnicamente. Ent\u00e3o, eu diria que, a primeira preocupa\u00e7\u00e3o deveria ser a compostura moral. Quer dizer que est\u00e1 contando a verdade irremedi\u00e1vel, definitiva. Porque realmente n\u00e3o h\u00e1 mesmo jornalismo objetivo. E acho que a pessoa exprime at\u00e9 mesmo na coloca\u00e7\u00e3o da pontua\u00e7\u00e3o sua forma\u00e7\u00e3o, seu modo de vida, seus problemas pessoais, suas leituras&#8230; Mas, ao mesmo tempo, ela deve ser rigorosamente honesta ao fornecer suas informa\u00e7\u00f5es. Deve contar exatamente o que viu, como viu. Quero dizer, que esse \u00e9 o ponto: nenhuma pretens\u00e3o de objetividade. E a definitiva disposi\u00e7\u00e3o para a honestidade. Em primeiro lugar, a quest\u00e3o moral. Agora, em termos de texto, acho que realmente o texto, quer dizer, a forma est\u00e1 sempre a servi\u00e7o da informa\u00e7\u00e3o. Em jornalismo, o importante n\u00e3o \u00e9 escrever bem, \u00e9 realmente a capacidade de se transmitir a informa\u00e7\u00e3o com clareza e de uma forma acess\u00edvel ao p\u00fablico ao qual a informa\u00e7\u00e3o se destina. Claro que n\u00e3o se deve partir da id\u00e9ia de que o p\u00fablico \u00e9 idiota. Esse tamb\u00e9m \u00e9 um dos enganos, ao meu ver, cometidos pelo jornalismo brasileiro. Sendo que o p\u00fablico \u00e9 idiota, ent\u00e3o vamos baixar o n\u00edvel. Eu acho que o p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 idiota. Portanto, deve-se sempre partir de um n\u00edvel razo\u00e1vel e tentar prezar os leitores para trazer o melhor a eles.<\/p>\n<p>JM \u2013 Voc\u00ea tem conhecimento de jornais de bairro?<\/p>\n<p>MC \u2013 Olha, s\u00f3 tenho visto esse de Pinheiros. \u201cGazeta de Pinheiros\u201d, n\u00e9? Conhe\u00e7o e acho um fil\u00e3o muito interessante. Muito bom. Realmente, um caminho muito bom esse do jornal de bairro, Ali\u00e1s, por enquanto s\u00f3 existe em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o \u00e9? Mas \u00e9 um caminho interessante para imprensa. Contribui para a perman\u00eancia da imprensa escrita. Mas, confesso que nunca parei para pensar como seria o jornal de bairro se fosse chamado para fazer um. Acredito que isso dependa um pouco do bairro. Eu adoro a Mooca, \u00e9 um dos melhores bairros da cidade.<\/p>\n<p>JM \u2013 Sobre a viabilidade de um novo ve\u00edculo&#8230;<\/p>\n<p>MC \u2013 Evidentemente todo e qualquer empreendimento tem que ter garantia da sobreviv\u00eancia, n\u00e9? Tem que ter a garantia de que o neg\u00f3cio poder\u00e1 ser rent\u00e1vel. Caso contrario, n\u00e3o d\u00e1 para fazer.<\/p>\n<p>JM \u2013 Que problemas um jornal de bairro teria que enfrentar?<\/p>\n<p>MC \u2013 Acho que o problema do jornal de bairro n\u00e3o deve ser diferente do problema de qualquer jornal. Voc\u00ea reduz simplesmente a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Sua hegemonia de v\u00f4o \u00e9 teoricamente menor do que a de um jornal como \u201c O Estado\u201d, um jornal do estado, do pa\u00eds. Quanto ao jornal da cidade, acredito que no fundo, no fundo, \u00e9 o \u201cJornal da Tarde\u201d. S\u00e3o as duas maiores tiragens da cidade. N\u00e3o sei, depende do bairro n\u00e9?<\/p>\n<p>JM \u2013 O que faria se fosse chamado a criar um jornal na Mooca?<\/p>\n<p>MC \u2013 Para o bairro da Mooca, creio que alguma coisa mais aberta seria interessante. A composi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica da Mooca deve ser muito diversificada, n\u00e9? No fundo, deve haver uma representa\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel de v\u00e1rios segmentos sociais. Ent\u00e3o, em vista disso, me parece, que uma abertura para um notici\u00e1rio mais geral, mais diversificado, n\u00e3o se prendendo apenas \u00e0s informa\u00e7\u00f5es locais, seria mais razo\u00e1vel, mais conveniente. A partir dessa linha voc\u00ea pode fazer realmente um bom jornal, trabalhando inclusive com informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas para os leitores.<\/p>\n<p>JM \u2013 Ent\u00e3o n\u00e3o deveria se restringir somente a not\u00edcias locais?<\/p>\n<p>MC \u2013 Uma coisa aberta. Teoricamente, \u00e9 isso a\u00ed. Como leitor, confesso, detesto not\u00edcias locais. Mas voc\u00ea pode extrair mesmo delas reportagens interessantes. Que valham a pena. Depois, me parece que foi Shakespeare quem disse \u2013 hoje Pl\u00ednio Marcos repete de quando em vez: \u201c para conhecer o mundo basta contar a hist\u00f3ria da sua aldeia\u201d.<\/p>\n<p>* texto publicado no Jornal da Mooca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste n\u00famero, a segunda e \u00faltima parte da entrevista de Mino Carta ao Jornal da Mooca, em que o idealizador do Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Veja e Isto \u00c9, exp\u00f5e seus pensamentos e opini\u00f5es que espelham nitidamente o momento atual.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10727","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-reportagens"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10727"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13892,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10727\/revisions\/13892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}