{"id":34389,"date":"2025-05-23T10:00:00","date_gmt":"2025-05-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=34389"},"modified":"2025-05-23T18:15:59","modified_gmt":"2025-05-23T18:15:59","slug":"pioneiros-do-rock-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/pioneiros-do-rock-no-brasil\/","title":{"rendered":"Pioneiros do rock no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Tony e Celly Campelo, no capa do livro &#8220;Banho de Lua\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Pauta para o Blog.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os 70 anos do rock no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEscreva sobre como tudo come\u00e7ou, \u00e9 do seu tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto das sugest\u00f5es que os leitores, vez ou outra, me fazem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que seja esta, do amigo Escova, que vem repleta de, digamos, m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele alega que sou \u201ctestemunha ocular da hist\u00f3ria\u201d &#8211; e n\u00e3o posso me furtar a compartilhar \u201ctal viv\u00eancia\u201d com os que me leem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o conhecesse o amigo de tantas e t\u00e3o long\u00ednquas jornadas, eu lhes diria, am\u00e1veis leitores, que trata-se de um fanfarr\u00e3o o nosso amigo comum. Como o conhe\u00e7o o suficiente, mesmo que agora ele se esconda nos arredores de Paris, posso lhes garantir que, sim, Escova est\u00e1 tirando uma comigo, com a minha idade que, ali\u00e1s, registre-se \u00e9 inferior \u00e0 dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou dois ou tr\u00eas anos mais novo que ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele \u00e9 de 1947, tem a idade do Paulo Coelho. Eu, de dezembro de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, ambos somos, ambos os dois, \u201ctestemunhas oculares\u201d da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Consta, como voc\u00ea bem sabe e me ensinou amigo Escova, que os prim\u00f3rdios do rock entre n\u00f3s n\u00e3o eram visto assim como algo t\u00e3o revolucion\u00e1rio. N\u00e3o passava de um emergente g\u00eanero musical. Tanto que a primeira grava\u00e7\u00e3o que se tem not\u00edcia por aqui, quem a fez foi uma famosa \u2013 e de voz soturna \u2013 cantora de samba-can\u00e7\u00e3o. Em outubro\/novembro de 1955, Nora Ney gravou a precursora \u201cRock Around the Clock\u201d, de Bill Haley e Seus Cometas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fato interessante, que tamb\u00e9m aprendi com voc\u00ea que era fanzoca mo\u00e7o:<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira m\u00fasica de rock com letra em portugu\u00eas foi \u201cRock and Roll em Copacabana\u201d, gravada por Cauby Peixoto em 1957.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 era um rapazote enquanto eu acabara de completar 7 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, o que vale para o tema de hoje \u00e9 que nossos produtores musicais n\u00e3o sabiam exatamente o que estava acontecendo. N\u00e3o vislumbravam o tamanho da encrenca. E do barulho que estava por vir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha esmaecida lembran\u00e7a de garoto, foi o surgimento de Elvis Presley que aproxima o rock dos mais jovens e incute ao g\u00eanero o tom transgressor e revolucion\u00e1rio, e n\u00e3o s\u00f3 dan\u00e7ante.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos questionar se foi ou n\u00e3o consciente. Se tudo n\u00e3o passou de um impulso, de um jeito diferente de se apresentar. Mas, a bem da verdade, sai de cena o olhar de morma\u00e7o de Humphrey Boggart para dar lugar ao topete e aos requebros de Elvis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por aqui, a onda roqueira vai se ampliando, ressaltemos, que t\u00edmida, inocente e lentamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Surgem os primeiros \u00eddolos (ou n\u00e3o chegavam a tanto?) e os primeiros grandes sucessos estouram nas r\u00e1dios e nas ent\u00e3o paradas de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim de mem\u00f3ria, vou lhes dizer que os pioneiros foram: Ronnie Cord (\u201cRua Augusta\u201d, composta pelo pai de Ronnie, o maestro Herv\u00ea Cordovil), os irm\u00e3os Tony (\u201cBoogie do Beb\u00ea) e Celly Campelo (\u201cBanho de Lua\u201d e \u201cEst\u00fapido Cupido\u201d), Carlos Gonzaga (\u201cOh, Carol\u201d e \u201cDiana\u201d), S\u00e9rgio Murilo (&#8220;Marcianita&#8221; e &#8220;Broto Legal\u201d), Dem\u00e9trius (\u201cRock do Saci\u201d, &#8220;O Ritmo da Chuva&#8221; e \u201cCorina\u201d), Wilson Miranda, os irm\u00e3os Albert e Meire Pav\u00e3o, entre outros menos populares.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa turminha segurou a bronca na virada das d\u00e9cadas de 50 para 60, especialmente em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale registrar que, no Rio de Janeiro, \u00e0 mesma \u00e9poca, o composto de empres\u00e1rio, produtor musical, jornalista, compositor, apresentador e faz-de-tudo-um-pouco Carlos Imperial comandava um programa musical com desconhecidos talentos, voltado unicamente para o que chamava de &#8220;m\u00fasica para a juventude&#8221;. Entre os tais e os quais, estavam Tim Maia, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wilson Simonal, Renato Barros entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Era o embri\u00e3o do que mais tarde veio a se consagrar como Jovem Guarda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963, surgiram por aqui os roquezinhos incrementados dos Beatles.<\/p>\n\n\n\n<p>Erasmo Carlos gravou \u201cFesta de Arromba\u201d. Roberto emplacou dois ou tr\u00eas sucessos seguidos (\u201cSplish Splash\u201d, \u201cParei na Contram\u00e3o\u201d e \u201cCalhambeque\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>A TV Record resolveu apostar na m\u00fasica jovem.<\/p>\n\n\n\n<p>E o resto\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Bem o que veio depois, todo mundo conhece.<\/p>\n\n\n\n<p>Trocamos o topete pelo cabelo grande e a franjinha, o viol\u00e3o pela guitarra e fez-se a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"RUA AUGUSTA com RONNIE CORD, edi\u00e7\u00e3o MOACIR SILVEIRA\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lT9HgRI7oQI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Tony e Celly Campelo, no capa do livro &#8220;Banho de Lua\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>Pauta para o Blog.<\/p>\n<p><strong>Os 70 anos do rock no Brasil.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[1186,4594,4592,4383,4593,4588,1986,4587,4590,4591,4589],"class_list":["post-34389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-70-anos","tag-carlos-imperial","tag-carlso-gonzaga","tag-celly-campelo","tag-demetrius","tag-pioneiros","tag-rock","tag-rock-brasil","tag-ronnie-cord","tag-sergio-murilo","tag-tony-campello"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34389"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34394,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34389\/revisions\/34394"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}