{"id":36273,"date":"2026-02-06T17:30:00","date_gmt":"2026-02-06T17:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rodolfomartino.com.br\/blog\/?p=36273"},"modified":"2026-02-06T21:54:25","modified_gmt":"2026-02-06T21:54:25","slug":"o-outro-em-mim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/o-outro-em-mim\/","title":{"rendered":"O outro em mim"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foto: Revista Statto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A amiga, jornalista, psic\u00f3loga e professora Veronica Cortes, me encaminha o novo intrigante artigo que escreveu para a <strong><a href=\"https:\/\/revistastatto.com.br\/\">Revista Statt<\/a><\/strong>o.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo por si s\u00f3 \u00e9 convite \u00e0 reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/revistastatto.com.br\/bem-estar\/psicologia-psicanalise\/o-outro-em-mim-2\/\">O OUTRO EM MIM<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Veronica alerta logo nas primeiras linhas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje me ponho a escrever sobre um tema impopular e invis\u00edvel, a nossa sombra. J\u00e1 lidar com o outro \u00e9 um desafio, o que dir\u00e1, com o outro em mim?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto do questionamento &#8211; e leio a substanciosa pe\u00e7a com vivo interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu a entendo como verdadeira provoca\u00e7\u00e3o a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>A amiga tem ampla bagagem acad\u00eamica, \u00e9 doutora e cousa e lousa e maripo(u)sa.<\/p>\n\n\n\n<p>Discorre sobre o assunto com a habitual verve e compet\u00eancia. Cita Jung, Whitmont, Zweig, entre outros tantos e tamanhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Penso, c\u00e1 com meus bot\u00f5es (sim, ainda uso camisa de abotoar), que seja mesmo oportuno o olhar mais aprofundado para dentro de n\u00f3s mesmos neste momento que ora vivemos. Momento, penso, repleto de anseios, medos, buscas, veleidades, enganos e desenganos not\u00e1veis e not\u00f3rios. Momento potencializado pelas redes sociais  a reverberar na inquietante realidade da vida como ela \u00e9 e n\u00e3o na que nos sugere ser.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Me enrosquei um tanto na conceitua\u00e7\u00e3o, mas tomara que os meus cinco ou seis fi\u00e9is leitores entendam.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei-me, ao t\u00e9rmino da leitura do artigo, de uma can\u00e7\u00e3o dos anos 80 (&#8220;Paix\u00e3o&#8221;, dos ga\u00fachos Kleiton e Kledir). Havia um verso simples de arrebatadora objetividade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer feliz \u00e9 tudo o que se quer\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(Creio que me fiz entender, n\u00e3o?)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra lembran\u00e7a me ocorreu na esteira do que a Veronica t\u00e3o bem dissertou: o mon\u00f3logo do Pedro Cardoso, que assisti tempos atr\u00e1s num teatro paulistano. O t\u00edtulo era &#8220;Alto-Falante&#8221; e contava a incr\u00edvel hist\u00f3ria de um cidad\u00e3o que falava sozinho. Tanto falava que, em determinado momento da montagem, assaltou-lhe a implac\u00e1vel d\u00favida: o bom homem n\u00e3o sabia se ele era ele mesmo ou ele era o homem com quem conversava e lhe questionava a cada instante as verdades absolutas com as quais imaginava conviver. <\/p>\n\n\n\n<p>Hilariante!<\/p>\n\n\n\n<p>A plateia desmanchava-se em gargalhadas e em um riso despreocupado que, segundos depois, se fazia devastador.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez uns e outros prescrutassem, naquele instante de involunt\u00e1ria reflex\u00e3o, as mesmas e doridas d\u00favidas, os mesmos e inquietantes dilemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, entre os tais e os quais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRILHA SONORA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sou Uma Crian\u00e7a, N\u00e3o Entendo Nada\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mRps8HZRgrU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><em>Foto: Revista Statto<\/em><\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p>A amiga, jornalista, psic\u00f3loga e professora Veronica Cortes, me encaminha o novo intrigante artigo que escreveu para a <strong><a href=\"https:\/\/revistastatto.com.br\/\">Revista Statt<\/a><\/strong>o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36274,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[4525,2601,5311,3038,1447,4907,4637],"class_list":["post-36273","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-jung","tag-kleiton-e-kledir","tag-o-outro-em-mim","tag-pedro-cardoso","tag-psicologia","tag-revista-statto","tag-veronica-cortes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36273"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36273\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36281,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36273\/revisions\/36281"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rodolfomartino.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}