Foto: Carlos Heitor Cony/Divulgação
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“Sou apenas um anarquista inocente e triste que, quando muito, só faz mal a si próprio.”
Perdi as contas das vezes em que li a frase acima nas crônicas e nos livros de Carlos Heitor Cony, jornalista e escritor.
Gostava especialmente das colunas que escrevia no caderno da Ilustrada da Folha de S,Paulo e eram publicadas às sextas-feiras.
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Talvez por isso mesmo preferi batucar essas trôpegas linhas na manhã de hoje.
Dou-lhes, de bom grado, as razões.
Não consigo precisar quem me encantou primeiro. O Cony jornalista ou o Cony escritor? Há ainda um terceiro Cony, o da vida real. Aquele senhor descolado, culto e demolidor em seus conceitos nas entrevistas que dava e nas palestras que fez.
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Cony se foi em 5 de janeiro de 2018.
O mundo, diria eu, ficou mais difícil de entender sem o olhar e o teclar contundentes do cronista.
Sempre foi uma referência para mim que, perdoem-me o disparate, me imagino como um ameaço de cronista de jornal sem jornal (visto que praticamente os tais – cronistas e jornais – rareiem, se é que ainda existem?).
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Amanhã, 14 de março, Cony completaria 100 anos.
Um século, pois.
Faço questão de registrar minha saudade como forma de homenageá-lo.
No mais,
… não sei bem o que lhes dizer que não disse na crônica/obituário “Cony”, publicada neste Blog.
Se me derem a honra…
Clique AQUI para ler.
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TRILHA SONORA
Concerto n° 5 para piano e orquestra (“Imperador”) de Beethoven era a música preferida de Carlos Heitor Cony. Ele próprio fez a afirmação em alguns de seus textos. Mas, Cony também reverenciava a obra do Maestro Pixinguinha que, dizia o jornalista e escritor, transitar entre o erudito e o popular. Para Cony, Aquarela do Brasil (Ary Barroso)era o samba do século – e Jura, de Sinhô e Ary Barroso, uma das mais belas composição do nosso cancioneiro popular.
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