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Dissertação

– Museu do Ipiranga

A NOVA IMAGEM DE UMA INSTITUIÇÃO CENTENÁRIA

(Administração João Sebastião Witter 1994/1999)

Dissertação apresentada em cumprimento às exigências do
Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da
Universidade Metodista de São Paulo para obtenção do grau de Mestre.
Orientadora: Profa: Dra: Graça Caldas.

“Glória ao padeiro que acredita no pão” – Rubem Braga

 

 

Era de causar admiração a emoção do professor José Sebastião Witter na primeira semana de dezembro de 1999. O professor despedia-se do cargo de diretor do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, o Museu do Ipiranga, por obra e graça de alguns trâmites burocráticos que o obrigaram a se aposentar, após 48 anos de vida acadêmica, dentro da instituição. Uma série de eventos marcou aqueles dias que incluiu a posse da nova diretora, Raquel Glezer, um jantar em sua homenagem organizado pelas lideranças locais e a inauguração da majestosa iluminação externa do centenário prédio do Museu, seu último ato como diretor.

Todos esses momentos, a bem da verdade, surpreenderam esse paulista com olhos de menino espantado, como a olhar o mar pela primeira vez. “Foi o coroamento da minha carreira na USP”, confessaria mais tarde.

O emérito professor doutor em História, membro da Academia Brasileira de Educação, escritor compulsivo, cientista, pesquisador e “marqueteiro” (como ele gosta de se definir) poderia estar olhando – e com justificado orgulho – a luminosidade de uma obra que se revelara impossível há seis anos quando aportou no bairro do Ipiranga. Não sabia da “hercúlea” tarefa que o esperava ali na chamada Colina Histórica.

Chegou para reerguer o combalido prédio do Museu Paulista da Universidade de São Paulo.Àquela época, tão distante da comunidade que lhe emprestou o nome quanto da Academia.

O Museu vivia um período de ostracismo e abandono. Com a agravante de ter o seu maior patrimônio (que é o próprio prédio) dilapidado pela devastadora ação do tempo, pela confusa distribuição de responsabilidades no Parque da Independência onde se localiza (há um confronto de poderes entre União, Estado e Município) e pelos resquícios do desmantelamento causado pelo fim do grandiloqüente Espetáculo de Luz e Som, que fez apologia do regime militar em 1972, ano do sesquicentenário da Independência.

A proposta deste trabalho é registrar o “espaço lúdico” de conquistas, aprendizagem e incentivo à ciência em que se transformou o Museu Paulista, de maio de 1994 a dezembro de 1999. Pretende também enfocar uma página especialmente feliz da nossa História: o resgate da imagem centenária do Museu do Ipiranga, como é popularmente conhecido. E mais: mostrar como a instituição se projetou viva e participativa na virada para o Terceiro Milênio.

Trata-se, pois, de um estudo exploratório, a partir do registro de estratégias comunicacionais. Tem como fio condutor a atuação do professor José Sebastião Witter, durante quase seis anos, período em que realizou a maior de todas as reformas da longa história destas instituição, que completou 113 anos em setembro de 2003.

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