Teerã 04/03/2026. Ataques com misseis ações coordenadadas entre Estados unidos e Israel contra a população iraniana foto RS/Via Fotos Publicas
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Alguns dos meus bons amigos e amáveis leitores repercutem e comentam o post/crônica/desabafo de ontem:
È una disgrazia!, falava meu avô.
Começo por quem se autointitula ombudsman do nosso Blog, o inefável Escova, parceiro dos tempos da velha redação:
Dos arredores de Paris, para onde se retirou em autoexílio desde o impeachment da Dilma (“É a barbárie, disse ele após aquela apocaliptica sessão do Congresso Nacional), ele manda a ressalva:
“Gostei do encaminhamento do texto, mas achei desnecessário o título em italiano”.
Como é do seu feitio, faz a provocação:
“Aliás, fazer títulos bons nunca foi o seu forte, Rudi”.
Faço o registro em nome da nossa cinquentenária amizade, mas desconsidero.
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Outro amigo, este dos tempos da Universidade, o mestre Danielo, diretamente de Atibaia, me encaminha um complemento às linhas de ontem.
“Meu avô dizia: na guerra não há vencedores. Todos perdem.”
Sábias palavras, eu lhe respondo.
Detalhe, assim como eu, Danielo, tem origem e procedência: nasceu no bairro operário do Cambuci.
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Outro camarada dos tempos de Academia, o jornalista Jorge Tarquini lembrou que o avô italiano fugiu da Primeira Guerra de navio. Veio com um primo clandestino de navio para aportar em plagas brazucas. O nonno, Sr. Tarquini, era menos polido, digamos assim.
Diria, em alto e bom som: “Ma che cazzo di merda”.
A propósito, a expressão me é familiar – era comum na boca da italianada de amigos do pai que frequentava o Bar Astoria nas gloriosas noites de Patrão e Sotto, onde corriam soltas a cerveja, a cantoria, o palavrório e as doridas lembranças da amada e distante Itália.
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Bom amigo, o antropólogo José do Nascimento Júnior me encaminha a reportagem de O Globo – Guerra expõe relações delicadas entre big techs e governo dos EUA – e comenta:
“Estamos vivendo uma nova cultura virtual, dominadas pelas big techs”.
A reportagem de Juliana Causin informa que o Governo Trump tem pressionado a startup Anthropic (com quem tem contrato biliardário) para liberar o uso de suas ferramentas de IA em operações militares. Há um embate entre os interesses em questão e os limites éticos e humanísticos de cada um dos lados.
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Tal desencontro me faz lembrar a frase que ouvi, lá nos antigamente, do jornalista Rodolfo Konder numa tarde em que eu o entrevistei:
“Em briga de elefantes, quem sofre é a grama”.
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Termino com o parecer/poema do amigo Bruno Padovano, arquiteto, professor da FAU/USP e autor do livro “The Axis of Love: A World War II Historical Fiction Saga”:
A melhor resposta às ARmas:
ARte.
Afinal, as guerras passam, mas a arte fica…
e se replica!
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TRILHA SONORA
Sigamos, pois…
Se o mundo não deu certo, não foi por falta de trilha sonora.
(Destaque para o truque que as novas tecnologias nos permitem… Reparem!)
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