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Um Storie de Milão…

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Foto: Arquivo Pessoal

Meus caros e raros e preclaros,

vamos combinar que ‘o novo normal’ não é lá tão normal assim.

Atentem para as tais e quais ‘redes sociais’.

Redes sociais que, registre-se, ainda causam-me estranhamento e espantos.

Não as tenho – e nem sequer faz parte dos meus humildes planos mexer com as tais – e entendê-las.

Basta-me o WhatsApp, o que já é muito para meu manuseio e sobrevivência social.

Tenho zap por dever de ofício e também para manter contato com amigos, queridos e distantes.

Pois então.

Conto-lhes uma historieta, sem tirar nem acrescentar.

Dias atrás, estava na cafeteria do shopping aqui perto de casa no aproveito das horinhas vadias.

Eis que, em dado momento, recebo no celular duas ou três imagens do sempre_vereador Almir Guimarães (mais de 50 anos de amizade) a passear pelo belo jardim do condomínio onde mora em Alphaville.

O homem estava, como direi… todo_todo. Ares de botânico, pose de aventureiro num ensolarado cenário outonal (outonal, sempre quis usar essa palavra).

Olhei para a minha insignificância.

Mesmo assim, tentei responder-lhe na mesma linhagem.

Bolei fazer uma selfie que reportasse minha localização e o inenarrável contraste.

Tentei – mas, a foto ficou ficou horrível, com ares neblinosos, fantasmagórica.

A princípio pensei que fosse ‘catarata (sabem como é, coisas da idade)…

Só depois me dei conta que o problema era com as lentes do meu celular de priscas eras.

Corri ao stand que faz assistência técnica no corredor central do shopping.

E logo recebi o doloroso diagnóstico do técnico que me atendeu:

“A tela está trincada. Entrou sujeira. Precisa trocá-la”.

– Quanto fica? – perguntei inocente de tudo.

No ato, veio a resposta em tom implacável:

“980 reais. Vai ficar novo”.

Desisti do conserto.

Mas, não desisti de enviar a foto ao vereador.

Ele há de entender – e se divertir com a tola legenda que acrescentei:

“Aqui, no café do shopping. Milão para consertar a tela do celular que quebrou. Vou continuar na névoa. Abs.”

Estava a saborear meu segundo ‘expresso’, a pensar na vida, no aguardo do retorno do vereador, mas, estranho, começaram a pipocar no meu zap emojis de coraçãozinhos, de sinais de positivo, de alegres florezinhas e saudações diversas, tipo “parabéns”, “divirta-se”, “aproveite”…

Não entendi – eu nunca entendo.

Disfarcei para mim mesmo, mas logo assombrou-me a certeza de que havia feito algo de errado. Muito errado.

Logo desvendou-se o mistério clareado por outra mensagem estampada no celular, vinda não sei de onde.

“Status do seu Storie atualizado.”

Meu Storie?

Não me perguntem como, pois não sei mexer com essas jabiroscas.

Sei que há um Storie no zap que não uso, nem cuido.

Pois não é que, ao consultá-lo, lá estavam a foto desfocada e nebulosa com a legenda para todos os meus contatos verem.

Ainda um tanto abalado pelo risco que é ter um celular em mãos, pedi ajuda ao técnico que, rindo, fez o favor de apagar a mensagem para mim.

Ufa!

Dos males o menor…

Lamento amigo Almir, mas perceba agora que nada perdeu ao não receber a mensagem.

Conclusão:

Nosso mundo transformou-se hoje numa grande e imensurável vitrine.

Hoje, pela manhã, também pelo zap, recebo mensagem em áudio da mana Doroti.

“Já voltou de viagem?”

Respondo surpreso:

“Não viajei. Estou onde sempre estive. Em São Bernardo do Campo”.

E ela:

“Uai…. O pessoal me disse que viu em seu Storie que você estava em Milão…”

Milão???

Tive que lhe explicar que não vou à bela Milão faz algum bom tempo. Lamento… Lamento mais ter que pagar quase mil reais (milão, Doroti, milão) para consertar a tela do celular.

Tentei explicar, mas não sei se ela se convenceu…

TRILHA SONORA

“Foi um sonho, minha gente…”

Ainda nenhum comentário.

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