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Encontros e desencontros nas crônicas que Maneco escreveu…

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Foto: Arquivo Pessoal

Termino de ler o livro A Arte de Reviver , de Manoel Carlos, o novelista nos deixou em dezembro de 2025. Trata-se de uma coletânea de saborosas crônicas que o autor escreveu para a Vejinha carioca, lá pela virada do século. Estou para lhes dizer que muitos dos personagens e assuntos de suas bem-sucedidas tramas televisas estão presentes nos textos, mesmo que com nomes trocados e “personificando”, digamos assim, amigos e/ou fatos do dia a dia do conhecido Maneco.

Maneco tratava esses dilemas do cotidiano – seja em crônicas, seja em novelas – com sensibilidade e sabedoria raras. Era um atento observador do cotidiano das nossas gentes. Do amor e do desamor. Casamentos e separações. Encontros e desencontros.. Chegadas e partidas… Enfim, as miudezas gigantes que, de uma forma ou de outra, todos vivemos naqueles idos e havidos.

Um belo retrato daquele tempo – e de outros mais.

Diria aos amigos leitores que temáticas e dilemas das inter-relações ainda permanecem as mesmas. Vinte anos depois, acrescentaria apenas que a vida presencial, a vida vivida, já não é a mesma. Digamos que o mundo digital hoje é mais abrangente e se apoderou, de forma implacável, dos hábitos e costumes da sociedade. Já não se sai tanto para encontrar os amigos, não se visita e nem se recebe visitas em casa com a mesma frequência e as conversas ‘olho no olho’, diria, que foram trocadas pelos brevíssimos recados no zap e mesmo nas tais vídeos-chamadas.

O livro foi publicado em 2006, pela Ediouro – e faz zero citação às redes sociais.

Opinião pessoal, e bem pessoal: a arte de viver e reviver, me pareceu, tinha um quê de magia e mistério.

Uma curiosidade que me bateu quando vou guardar o meu exemplar na estante. Encaixo o livro entre outros títulos de cronistas que amo. No minuto seguinte, tento reencontrá-lo para reler um trecho em que Maneco fala da sua infância e especialmente do avô – e me surpreendo com a coincidência das capas dos livros, o do Maneco e o do Sérgio Porto.

As Cariocas também é de 2006, publicado pela Editora Agir.

Há de se reconhecer: a imagem da praia do Leblon tendo ao fundo um recorte da deslumbrante natureza que faz a fama do Rio Janeira no mundo todo é mesmo irresistível. Em tom sépia, então, creiam amigos, sugere um encantamento único a cronistas, românticos e afins.

Fica aí a dica de duas boas leituras.

TRILHA SONORA

Sigamos com o Corcovado de Tom Jobim, na voz do inesquecível Emílio Santiago…

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