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Salah e os Faraós, perder e vencer

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Salah se despede do Mundial com a cabeça erguida/Site da Fifa

O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.”

* José Saramago (1922/2010), escritor português, Nobel de Literatura, em conversa com o jogador Luís Figo, após uma partida que a seleção de Portugal perdeu.

Meus caros, raros e preclaros,

permitam-me homenagear Salah e seus companheiros da seleção do Egito neste post/crônica.

Permitam-me saudar, como poucos o fizeram, os perdedores da emocionante partida que ontem nos ofereceram.

Os Faraós foram gigantes.

Eles, sim, foram heroicos.

Jogo jogado, fizeram trêsgolaços nos tidos e havidos campeões do mundo.

Tiveram um dos gols escandalosamente anulado pelo VAR (coisinha exdrúxula) e corroborado pelo apatetado juiz, além de serem nitidamente prejudicados em outros tantos lances parelhos em que a favor dos argentinos (ui!) assinalava-se falta com rigor, a favor dos egípcios era o natural ‘segue o jogo’.

(Só na jogada que precede o terceiro gol argentino há dois lances em que o atento VAR e o juizão não se dignaram a vasculhar na área da Argentina. Possível pênalti pró-Egito? Anularia o gol argentino?)

Aliás, foi mesmo “uma arbitragem bem estranha”.

Meus amáveis leitore), quem diria?, vejam a que ponto chegamos: cá estou a concordar com o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon (aquele mesmo, a quem não perdoo por ter anulado o gol de Obina naquele fatídico jogo do Palmeiras com o Fluminense, em 2009).

Árbitro de três copas do mundo (2002, 2006 e 2010), Simon assim definiu a atuação do árbitro de ontem.

Uma arbitragem pra lá de estranha.

Ora direis, senhores…

(e é bom que o digam sim, e que eu mesmo me questione sobre tais querelas.)

Teoria da conspiração?

Mas e a garra da seleção sul-americana?

E os feitos do genial Messi? O cruzamento genial? O petardo que estufou a rede do time das pirâmides no gol que determinou o empate – e abriu a possibilidade para a épica vitória, como nas mais emotivas letras de um tango, daqueles bem escrachados?

Quem ama verdadeiramente o futebol não pode deixar de reconhecer a dimensão histórica da jornada argentina…

Deixo eu lhes dizer uma coisa que me inquieta quando ouço o argumento: “quem ama o futebol isso…”, “quem ama o futebol tem de…”, “quem ama o futebol não pode nunca…”. Só quem fala e seus assemelhados parecem “amar e entender o futebol”.

Sinceramente, amigos.

Acompanho o dito esporte desde que me conheço por gente. Sempre foi vida, bem maior, nos campinhos de terra batida das quebradas do bairro do Cambuci e nos estádios paulistanos (incrível, mas vi um jogo entre Portuguesa (de Ivair, o Príncipe) e Palmeiras no Canindé e a arquibancada era toda de madeira, rangia que rangia à medida em que as pessoas chegavam), joguei futebol na várzea paulistana e no Clube Atlético Ypiranga até 50 e tantos anos, emociono-me para valer sempre que vou ao Allianz Parque (que agora é Nubank Parque), sinceramente, meus caros, não sei se amo o futebol ou se o futebol requer teóricas explicações… Que balela!!!

É parte da minha vida – e ponto e basta.

Sobre as demais questões – estranhas questões – que pontuei acima, não tenho resposta definitiva, concreta, única, como desconfio ninguém as têm. Mesmo os tais e os quais que amam e entendem profundamente os meandros do futebol…

Talvez eu possa lhes responder – educadamente, sempre…

Talvez eu lhes responda com outra pergunta:

O que acharam da mazela da anulação do cartão vermelho do Balogum a pedido de Trump?

Estranho, não?

“Eu não acredito em bruxas, mas que existem, existem…”

Ah, e por falar em Trump.

Uma lembrancinha que, agora, me ocorre…

Ainda nenhum comentário.

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