Endrick, Rayan e Igor Thiago em treino da seleção/Rafael Ribeiro/CBF
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Vou-lhes dizer com toda a sinceridade.
Esta que hoje vivemos é uma das segundas-feiras com ares mais marotos que conheci.
Faz um sol maneiro. Que brilha mas não esquenta.
Tem um friozinho que não é daqueles de gelar a alma.
Paira incerto silêncio sobre Bernô City, onde moro.
Trânsito pouco.
A paradeira é geral.
Sobram expectativas e bons augúrios para o jogo de logo mais entre as seleções de Brasil e Japão.
Uma segunda-feira marota, como disse acima. Tem ares de domingo, um pouco de feriado; outro tanto ponto facultativo…
Ah, a Copa do Mundo e seus desígnios!
Será que ainda somos o País do Futebol?
“Çei não, çei não”, como diz um meme que recebi, dia desses, no zap, usando como graça o proposital erro de grafia da palavra.
O futebol faz parte do cotidiano do brasileiro castiço.
É traço característico do nosso povo assim como o Carnaval deslumbrante e a música popular.
Talvez seja o que nos faz mais conhecidos mundo afora.
Tenho um amigo que sempre que viaja leva uma penca de camisas da seleção brasileira (desconfio que não sejam necessariamente as oficiais) para que sirvam de abre-portas onde quer que vá. Miltão me garantiu que o truque funciona:
“Se tiver o nome do Ronaldinho, então… Vira festa”.
Imagino que sim.
Mas, de boa, não tenho as manhas – e, por outra, há tempos que não dou uns volteios pelo mundo.
Me sinto assim, digamos…
O ermitão enclausurado no 19° andar da sua torre de cimento e aço.
Deste posto de observação e, cada vez mais cada vez, olho as coisas do mundo via mainstream (quem diria?) e dou de lambuja meus pitacos neste modesto site/blog.
Dou-lhes um ‘por exemplo’.
Direto e reto.
Respondo ao amigo João Carlos, que vive distante na encantadora São José do Barreiro.
Repondo também ao Nestor, em Brugges, Bélgica.
Ao Escova, nos arredores de Paris.
E a Viviane Jobim que mora em Sevilha ou em alguma outra cidade do mundo.
Ao Doutor José Reis, aqui pertinho, no litoral, em São Vícente.
Eles todos me pedem o prognóstico para o jogo de hoje.
Vamos lá.
Sou um realista esperançoso, com se definia o grande Ariano Suassuna.
Não arrisco o placar.
Mas, o Brasil passa fácil. Seria uma surpresa e o fim da linha para o futebol no Brasil (e os negócios biliardário que dele derivam) tomar toco no jogo de logo mais. Imagine! Nem os organizadores da Copa querem a desclassificação brasileira. França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e a Croácia de Modric (em 2022) – perder para essas seleções nas quartas de finais é razoavelmente compreensível. Sair na fase atual (que estão chamando de 16 avos) e para os japoneses (ainda sem qualquer tradição no esporte)… Sair agora seria melancólico, constrangedor, o fim do anunciado fim.
Não acredito, mas…
Como disse acima, tô na expectativa!
Esta que hoje vivemos é uma das segundas-feiras com ares mais marotos que conheci.
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TRILHA SONORA
“Em campos de terra e grama,
Brasil só é futebol”
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