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As duas caras do Governo FHC

01. Um belo — ou melhor seria dizer, ilustrativo — exemplo do que é o governo Fernando Henrique Cardoso foi flagrado na tarde/noite de terça-feira pelos repórteres-fotográficos brasilienses. À saída do gabinete do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, o presidente indicado do Banco Central, Gustavo Franco, foi abordado por três menores quando se dirigia para o seu carro. As crianças esmolaram, sem sucesso, por uns trocados ao novo "tiozão" de nossas finanças. Ainda que timidamente (aliás, como os meninos de rua, a Nação também espera pelas migalhas do bom-senso que os nossos atuais administradores possam nos oferecer)…

02. As duas caras do governo FHC também estão patentes no gesto de Gustavo Franco. Ontem, o indicado foi sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Antes, porém, achou de bom tom passar suas dúvidas a limpo com o ex-Toninho Malvadeza. Com ele, estava o líder do governo José Roberto Arruda. Ou seja, o PSDB foi pedir a benção do senhor do PFL para deixar tudo nos trinques. E assim vai se tocando o projeto da reeleição. A Nação que aguarde por melhores dias…

03. A bem da verdade, o continuísmo é grande prioridade desse imenso palanque que se tornou o governo FHC. Nunca é demais lembrar a conivência de nossos letárgicos políticos e da quase totalidade de nossos meios de comunicação. Basta ver o estardalhaço feito nesta semana, quando divulgaram o índice inflacionário, próximo ao zero (0,11%). Esquecem, no entanto, de salientar a falência do Estado no cumprimento de compromissos básicos como Saúde, Educação, Segurança e Habitação…

04. A propósito do assunto, o leitor Estevam Paulino nos endereçou uma longa carta, na qual também ressalta seu desalento com o governo atual. Ele próprio se encarregou de fazer uma pesquisa sobre a atuação do presidente e sua equipe. Perguntou a 100 pessoas se votariam em FHC novamente. Apurou que 96 disseram não, três disseram sim e um mostrou-se indeciso. O leitor tranqüilizou-se: não era o único a ser do contra…

05. Estevam conclui sua carta com outras constatações. Sua assinatura telefônica, entre maio e julho, subiu cerca de 370 por cento. Os trens tiveram aumento de 12,5 por cento e o metrô de 25 por cento. Seu plano de saúde bateu em 27,5 por cento de aumento, o leite 20 por cento. Água e energia elétrica subiram 10 por cento. Sua conclusão: "E a inflação medida pelos pseudo-economistas da Fipe não chega a 1 por cento. É brincadeira ou não é?".

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