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Nestor e o direito de resposta

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Foto: Parque Shangai/reprodução

A propósito do que considerou “um despropósito”, o amigo Nestor me encaminhou um e-mail lá de Brugges, a cidade onde vive.

Diz que estou na mira do seu “bodoque digital” e pede direito de resposta à crônica que escrevi domingo (19) e aqui postei: Nestor e a pergunta bíblica

O galego reclama que alterei o final da história que contei, “pois não está na conformidade com os fatos verdadeiramente ocorridos”.

(Caso não saibam exatamente do que estou falando, por favor, acessem o texto AQUI destacado e, quando voltarem, continuo a conversa.)

Ok?

Podemos prosseguir?

Seguinte, então: o Nestor garante que, naquele remoto dia, não mirou no alto da testa do pastor falante, que sempre foi “um pacifista” e ainda hoje condena o uso e o porte de arma, qualquer arma que seja.

Usava o bodoque para entretenimento. Treinava pontaria em latas vazias que usava como alvo e o objetivo maior era mesmo a derrubada de alguma tenra fruta (goiaba, manga, abacate) que nascia na copa das árvores.

(Acreditem! Muitas casas em São Paulo tinham amplos quintais. E os quintais, juro, tinham árvores, juro!)

Diz ele – e aqui não lhe dou muito crédito – que jamais usou a atiradeira para acertar passarinhos ou afugentar os gatos da Dona Antoninha, uma vizinha nossa lá na Muniz de Souza.

…  

Lembrar não lembro, mas ele afirma também que parte da sua fama de “bodoque infalível” vem do dia em que fomos ao Parque Shangai e, lá, ganhou um enorme urso de pelúcia na barraca de tiro  por derrubar seis ‘patinhos’ de madeira.

Detalhe: ele não usou a espingardinha de praxe nessas ocasiões e, sim, o inseparável estilingue, feito com uma forquilha de goiabeira.

Bem, não posso provar a veracidade desta história.

Talvez tenha faltado no dia, sei lá.

Posso, no entanto, esclarecer aos sub-60 que o Shangai era um parque de diversão famoso – o maior da cidade – que existia ali na chamada Várzea do Glicério, entre uma dezena de campos de futebol.

Entre as atrações, estavam: a incrível roda-gigante, os carrinhos bate-bate, dezenas de barracas de atrações variadas, o carrossel, o lago artificial com barquinhos e pedalinhos e o assustador trem-fantasma que, por questões de segurança pessoal, nunca cheguei perto.

Na verdade, sempre achei mais legal o que via ao redor do Shangai nos finais de semana: as partidas de futebol protagonizadas pelas poderosas equipes do Estrela do IAPI, do Huracan, do Mocidade, do Internacional, do Bangu e, vez ou outra, o Can Can, do mestre Jair Rosa Pinto, aparecia por ali.

Enfim…

Deixemos de reminiscências e vamos, pois, à retificação.

Diferentemente do que este humilde Blog publicou, Nestor diz e jura que não acertou a pedrada na protuberante testa do falador desatinado – e, sim, no livro de capa preta (imaginamos que fosse uma Bíblia) que o homem tinha em mãos e, toda vez que aumentava o tom de voz, erguia sobre a própria cabeça, “como um sugestivo alvo móvel”.

“Não resisti ao desafio – e, pimba!, acertei em cheio” – escreve Nestor todo gabola.

Aliás, pra terminar, pleno de gabolices infantis, o Nestor faz questão de ressaltar que deu o ursão de presente para a Lígia e, mesmo assim, a menina mais linda da rua preferiu continuar namorando o Dalton.

Ô… dó!

 

 

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