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Paolo Rossi

Certa ocasião, em conversa com os estudantes do curso de pós de jornalismo esportivo da FAAP, um deles me perguntou:

Qual o melhor jogo de futebol que assisti em minha vida?

O perguntinha difícil, sô!

Tenho alguns quilômetros rodados nas arquibancadas dos estádios, dos campos de várzea e em frente à telinha da TV – agora com o a TV por assinatura, então, virou obsessão.

Desde que me entendo por gente o futebol faz parte da minha vida – e lá se vão sessenta e muitos anos…

Fiquei em dúvida em responder entre a finalíssima do supercampeonato paulista em 1959 (quando o meu Palmeiras venceu o Santos de Pelé por 2 a 1) e ao confronto Brasil e Itália na Copa de 82, na Espanha.

Escolhi o segundo.

Muito do encantamento do primeiro jogo, credito ao menino de oito anos, apelidado de Tchinim, que via pela primeira vez seu time ser campeão ao lado do pai e em meio à ruidosa alegria da italianada, os amigos do pai.

Foram todos comemorar a grandiosa conquista nas mesas do Bar Astória, esquina da rua Lavapés.

Em 82, já era grandinho – tinha 31 anos. A Redação parou diante da TV para ver a partida que, de resto, foi pura emoção minuto a minuto. Até o apito final do árbitro foi um lá e cá de tirar o fôlego. O empate nos era favorável. Ninguém acreditava em uma derrota do escrete de Telê Santana.

Só que o carrasco Paolo Rossi estava inspiradíssimo. Fez três gols em lances fortuitos – e mais faria, creio, se assim fosse necessário, pois era o dia dele – e acabou com nossas vãs ilusões.

Hoje, a Folha de S.Paulo traz uma entrevista com o avante. Aos 58 anos, é comentarista esportivo. E diz que, naquela tarde em Sarriá, os brasileiros “pecaram por presunção”.

Faz sentido.

Estávamos seguros, e embalados após vencer a Argentina.

Para o Mundial deste ano, ele aponta o Brasil como favorito, mas faz uma ressalva:

“O Brasil é, sem dúvida, o favorito ao título, tem grandes atletas e um treinador vencedor com muita experiência, como é Scolari. Mas deverá ter muita atenção com Alemanha, Argentina e Itália”.

Vale a pena conferir a íntegra da reportagem, assinada por certo Rodolfo Stipp Martino, meu filho.

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