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A eleição americana

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Foto/RS – Joe Biden e Kamala Harris, eleitos presidente eleito e vice dos Estados Unidos 

Acordei cedinho – antes das 6 – para retomar o nosso Blog.

Dei uma pausa para recuperar o fôlego – e assim seguir, sempre com a participação dos amáveis cinco ou seis leitores, até o final deste conturbado 2020.

(foto: Leila Cunha)

Inevitável que lhes traga, pois, a notícia do momento.

Do dia.

Da semana.

Do mês.

Do ano.

Do século…

Acho que exagerei!

Enfim…

Vamos aos fatos.

Nosso correspondente na Flórida nos atualiza sobre a eleição presidencial americana. E assim o faz em forma de pitoresco haikai:

Elegeu-se pelo WhatsApp

Governou pelo Twitter e…

Perdeu pelo Correio

Fábio, na verdade, é um amigo que reside em Orlando.

Foi aluno num dos cursos de pós-graduação em que trabalhei há alguns bons anos. Mais do que eu gostaria que fosse…

Ele se diz feliz com a vitória anunciada de Biden – e que só será confirmada oficialmente em 14 de dezembro.

Diz também que é exceção entre os brazucas que lá residem e têm cidadania americana.

Segundo o Fábio, a turminha votou maciçamente em Donald Trump porque, diz ainda, acredita na política de controle à imigração a partir do  lema “América para os americanos.”

Olaiá…

Não entendi bem, mas tudo certo e nada resolvido.

Sigamos…

Outra colaboração ao Blog vem de outro amigo que prefere não se identificar.

Faz uma supimpa avaliação do sistema eleitoral americano.

Diz o gajo:

“Se com esse confuso sistema eleitoral, sem um órgão específico para cuidar de tantas e tamanhas brechas e filigranas jurídicas, os americanos se autoproclamam a maior e mais bem consolidada democracia do mundo, eu humildemente, a partir de hoje, colocarei, em meu currículo, que falo inglês fluentemente – e ninguém pode dizer que estou exagerando… You understand me?”

Abraço ao Joel Santana!

Mais um colaboração.

O sempre_vereador Almir Guimarães me encaminha a foto que fez quando visitou Washington em 2018.

Todo pimpão, no estilo, exibe um boné azul, a cor dos democratas.

Reforça, porém, que continua de quarentena na sua Alphaville – e acompanha todos os lances desta”histórica eleição” pela televisão e pelo celular que o homem é ativo nas redes sociais.

Do Twitter do imprescindível Barak Obama:

“Sei que ele (Biden) fará o melhor trabalho para o interesse de cada norte-americano, mesmo que ele tenha ou não recebido seu voto. Então, sugiro que os norte-americanos deem uma chance a ele. Essa eleição mostrou que nosso país ainda continua profundamente dividido.”

Talvez por isso, e por via das dúvidas, gostaria de lhes contar um causo antigo.

Acho até que já o transformei em crônica tempos atrás.

Em todo o caso, não custa replicar.

Seguinte. Dois pontos, parágrafo.

Aconteceu lá por volta de 1975, eu era um esforçado repórter de Gazeta do Ipiranga.

Um certo Coronel Fontenelle foi importado da Província do Rio de Janeiro para redimensionar, imaginem, o trânsito da cidade de São Paulo.

Quem se lembra?

O homem adotava medidas drásticas que causavam polêmicas e enormes confusões.

Uma das medidas que Coronel adotou foi mudar a mão de direção de nada menos que 24 ruas do bairro do Ipiranga.

Assim, numa tacada só.

Ou seja, foi sumária e abruptamente alterada a rota e a rotina de zilhões de cidadãos, motoristas ou não (porque obviamente as mudanças afetaram os trajetos dos ônibus), que passavam diariamente pelas vias daquela região.

Região que, registre-se, faz interface com os quatro cantos da cidade, além dos municípios do Grande ABC.

Simples assim.

E lá se foi, então, aquele jovem e cabeludo (recordar é viver, meus caros) repórter a perambular pelas ditas-cujas ruas assim que o dia clareou.

Comigo, justiça seja feita, madrugaram o motorista Sr. Eliseu e o repórter-fotográfico Cláudio Michelli, vulgo Clamic.

Todos a bordo de uma valente pick-up Rural Willys, carinhosamente chamada de “Lixão”.

Como os amigos leitores podem imaginar foi um caos que registramos condignamente, creio.

Tanto que o nosso editor, o inesquecível AC, caprichou na manchete da manhã seguinte:

O IPIRANGA AMANHECEU ÀS AVESSAS

Boa, não?

Mas, deixemos o histórico bairro do Ipiranga na paz que cultiva e merece.

Porque lhes conto essa historieta?

Ando com a chamada pulga atrás da orelha neste aclamado momento planetário eleitoral.

Temo que, dia desses, logo ao amanhecer, sejamos surpreendido por uma outra manchete ou Twitter quase no mesmo estilo.

O MUNDO AMANHECEU ÀS AVESSAS

TRUMP GANHOU A ELEIÇÃO

Sai fora!

Credo cruz.

Três vezes.

Toc_Toc_Toc

 

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1 Response
  • Arlene Martins
    8, novembro, 2020

    Que o mundo não amanheça às avessas. Já chega aqui neste país que vive anoitece e amanhece às avessas todos os santos dias.
    Amanhecer com uma manchete Trump eleito (???) sem a maioria dos votos , é o mesmo que falar : fecha as portas que o mundo acabou!
    Sai fora
    Cruz Credo
    Três vezes
    Sai de reto satanás !

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