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Messi e a seleção

Há que se entender o desalento do craque Messi.

A renúncia à seleção argentina, anunciada ontem logo após a derrota para o Chile na decisão da Copa América Centenário, é mais do que legítima, e compreensível.

Pode ter sido tomada de cabeça quente, mas – é inquestionável – demonstra a impotência do supercraque diante de fatos que são peremptórios. Quatro finais com a seleção (três copas América e um Mundial) e quatro vices campeonatos.

“Não é para mim” – vejo o abatido gênio da bola dizer diante dos microfones que se multiplicam à sua frente, na saída do estádio.

O Planeta Bola tem lá seus desígnios. Insondáveis, misteriosos, implacáveis.

Ninguém está imune a eles. Nem mesmo um semi-deus dos gramados como Messi.

Tomara que, mais à frente, ele reveja essa decisão.

Mais do que a seleção portenha, o futebol precisa – e muito – de vê-lo em ação todas as competições possíveis e imagináveis.

Hoje se houver um confronto entre terráqueos e marcianos, quero o Messi no nosso time!

(…)

Vejo a preocupação dos colegas jornalistas esportivos em salvaguardar Messi do fracasso da seleção da Argentina.

“Ele não foi o único culpado” – dizem.

Não foi mesmo.

Logo em seguida a turma cai de pau em Higuain que perdeu um gol no início da partida.

“Se ele tivesse feito aquele gol cara a cara com o goleiro, o resultado talvez fosse outro”.

O “se” e o “talvez”, como se sabe em qualquer discussão de boteco, nada valem após o fim de um jogo de futebol.

Sejamos generosos com o craque, ok?

Mas, também vamos poupar o artilheiro do Napoli.

E aqui, forçando a barra do óbvio, cabe outra máxima do futebolês: se o time ganha, a vitória é de todos; em caso de derrota, a equipe inteira também é responsável.

(…)

O gênio fanfarrão Maradona deve estar rindo à toa a confabular com os seus:

“Não disse? Ele não tem personalidade”.

(…)

Entre perdas e ganhos, penso que este torneio nos Estados Unidos só corroborou a ideia de que a melhor seleção das Américas é mesmo a do Chile.

Arturo Vidal e Cia estão fazendo história, com um futebol coletivo, pleno de entrega e objetividade.

É o que temos por hoje – e ponto e basta.

Que venham as Eliminatórias…

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